Flávio Bolsonaro (PL) tem o apoio declarado de 10 dos 20 governadores eleitos no 1º turno das eleições de 2026. Lula (PT) tem 5, todos do Nordeste. Outros 4 ainda não se posicionaram antes do 2º turno, em 25 de outubro.

Do PL, apoiam Flávio os governadores eleitos Sergio Moro (PR), Jorginho Mello (SC), Luciano Zucco (RS), Marcos Rogério (RO) e Arthur Henrique (RR).

De outros partidos, somam-se Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), reeleito no 1º turno com 62,65% dos votos, além de Cleitinho Azevedo (MG), Otaviano Pivetta (MT), Eduardo Riedel (MS), Dr. Daniel (PA) e Daniel Vilela (GO).

O PSD mantém posição oficial de neutralidade no partido, mas o atual governador do Paraná, Ratinho Junior, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, derrotado no 1º turno, declararam apoio pessoal a Flávio por fora da sigla.

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Os cinco governadores de Lula são todos do Nordeste e do PT ou de partidos aliados: Jerônimo Rodrigues (BA), Elmano de Freitas (CE), Rafael Fonteles (PI), Fábio Mitidieri (SE) e Lucas Ribeiro (PB).

Quatro governadores seguem neutros. Raquel Lyra (PE) afirma: "Vou manter minha coerência". Eduardo Braide (MA) mantém "porta aberta para os dois lados".

A divisão por região chama atenção: o apoio a Lula vem só do Nordeste, enquanto Flávio reúne governadores eleitos de todas as outras regiões do país.

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Analistas apontam que o Centrão tende a ficar com Flávio, enquanto o presidente do PSD, Gilberto Kassab, mantém neutralidade institucional.

O cenário nos governos estaduais reforça um padrão que já aparece nas siglas nacionais: Flávio soma pelo menos seis partidos de apoio oficial, enquanto a coligação de Lula, de sete partidos, não ganhou reforço desde o 1º turno.

O que acontece agora

Os quatro governadores neutros ainda podem declarar apoio antes do 2º turno, em 25 de outubro. Até lá, Lula e Flávio participam de sabatinas marcadas pela Globo para 15 e 16 de outubro.