O Mirassol decidiu não contratar ninguém para substituir o executivo de futebol Paulinho, que se transferiu para o Cruzeiro na semana passada. Pelo menos até o fim desta temporada, nenhum dirigente vai ocupar a vaga que ele deixou, segundo apurou o ge.
O cargo não existia no clube antes da chegada de Paulinho. Até o acesso à Série A, a gestão foi feita quase inteiramente pelo vice-presidente Juninho Antunes, principal comandante do Mirassol há três décadas.
Paulinho foi contratado em dezembro de 2024 e ficou pouco menos de dois anos no clube. Começou como coordenador técnico e foi promovido a executivo de futebol, ajudando Juninho nas negociações e na apresentação do projeto a futuros contratados.
Ele também era presença constante no vestiário: participava das preleções, frequentava o ambiente nos intervalos e após os jogos, e buscava os atletas individualmente para orientações mais personalizadas.
A saída foi anunciada pelo Cruzeiro no último dia 5, sem custo para o clube mineiro, que não pagou multa ao Mirassol pela contratação.
Em nota de despedida, o Mirassol disse que Paulinho foi "presente e atuante no dia a dia do clube" e que sempre honrou as cores do time com trabalho e dedicação.
Agora no Cruzeiro, ele deve atuar como elo entre elenco, comissão técnica e diretoria, com papel no planejamento da equipe para 2027.
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Relembre o caso
Paulinho chegou a negar acordo com o Cruzeiro no fim de setembro, mas as negociações avançaram nos dias seguintes. O desfecho foi fechado em 3 de outubro, dois dias antes do anúncio oficial do Cruzeiro.
O que acontece agora
A decisão de não repor o cargo vale só para esta temporada. O Mirassol ainda não definiu se vai contratar alguém em 2027. Tudo depende do desempenho do time no restante do Brasileirão, onde o Leão é hoje o 15º colocado, com 32 pontos.
O próximo compromisso é nesta sexta-feira (16), às 20h, quando o Mirassol recebe o Internacional no Maião, pela 31ª rodada.































