O Google lançou nesta terça-feira (13) o Gemini 4 Argon, seu principal modelo de inteligência artificial, para desenvolvedores e empresas em todo o mundo. A empresa busca recuperar terreno frente a OpenAI e Anthropic, após meses de atrasos no lançamento.

O modelo se destaca no "trabalho profundo" em tarefas complexas de programação, finanças, direito, segurança cibernética e ciência, segundo o Google.

O preço da API começa em US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. As taxas vão dobrar a partir de 30 de novembro.

Por que o Google muda de estratégia agora?

O lançamento vem depois de um período turbulento: em setembro, o Google cancelou o Gemini 3.5 Pro, que o CEO Sundar Pichai havia prometido para junho. A DeepMind também passou por reformulação na liderança, depois que o cofundador Demis Hassabis deixou o cargo.

Vários líderes do modelo Gemini também saíram da empresa nos últimos meses, em meio à disputa acirrada por talentos no setor de inteligência artificial.

O Argon chega como tentativa do Google de provar que ainda lidera a corrida da IA, depois de meses sendo cobrado por atrasos.

O Gemini 4 já havia sido lançado em setembro, no mesmo dia em que a FTC passou a mirar os rivais do Google; o Argon é a versão mais avançada da família.

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Equipes que usaram o Argon internamente, no projeto Antigravity, aumentaram o envio de código para agentes em mais de 35%, segundo o Google. No Brasil, empresas como o Bradesco já usam o Gemini Enterprise do Google para automatizar tarefas internas.

O Itaú Unibanco também oferece até 12 meses grátis do plano Gemini AI Plus a clientes, parceria fechada em junho.

O que acontece agora

O acesso ao Argon ainda é restrito a assinantes pagantes: dos planos Google AI Pro e AI Ultra no aplicativo Gemini, e exclusivo do Ultra na ferramenta de programação Antigravity. Não há confirmação sobre chegada a usuários gratuitos.