O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reconheceu nesta terça-feira (13) falhas no diálogo do governo com setores que apoiaram o presidente Lula (PT) no segundo turno de 2022. Ele defendeu a retomada do contato com esses grupos antes da eleição de outubro.
Eu acho que a gente tem que reconhecer falhas. Eu acho que nós poderíamos ter dialogado mais com os setores que vieram conosco no segundo turno.
A frase foi dita por Edinho Silva em entrevista à rádio CBN. Segundo o dirigente, a prioridade dada à reconstrução de políticas públicas e à reorganização do governo pode ter prejudicado esse contato.
Ele avaliou que faltou, no governo federal, uma pessoa encarregada de manter comunicação próxima com os grupos que apoiaram Lula em 2022. Também mencionou a atuação do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o "Conselhão", mas ponderou que a iniciativa não foi suficiente.
O que motivou a autocrítica
A fala de Edinho vem seis dias depois de Lula classificar sua própria campanha como a mais desorganizada desde 1989, durante reunião com parlamentares da base aliada.
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No dia seguinte, Lula trocou o comando da coordenação da campanha.
Segundo Edinho, os problemas identificados no primeiro turno, sobretudo na coordenação entre estados e na produção de materiais, já foram corrigidos. A campanha havia descentralizado a coordenação entre os estados. O modelo não funcionou como o esperado no primeiro turno.
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"Nós estamos com um ambiente de mobilização muito forte. Não temos nenhuma dúvida de que a nossa onda é uma onda de crescimento, as pesquisas em breve vão registrar isso", afirmou Edinho Silva.
O que acontece agora
Para o segundo turno, Edinho afirmou que a campanha ampliou o apoio de lideranças estaduais, embora não tenha aumentado o número de partidos aliados. A agenda de Lula no 2º turno já percorre o país em busca de reforçar o apoio popular.
O segundo turno é em 25 de outubro.































