O arcebispo dom Mário Antônio da Silva pediu paz durante a missa solene de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), nesta segunda (12). Ele disse que o Evangelho "não autoriza o ódio contra quem pensa diferente", na reta final do 2º turno.
Milhares de fiéis acompanharam a celebração no Santuário Nacional, no interior de São Paulo. O arcebispo criticou as divisões e os confrontos que marcam a disputa presidencial.
O apelo vem depois de semanas de polêmica sobre a padroeira do Brasil. Na última semana antes do 1º turno, publicações de militância ligada a Lula atribuíram falsamente a Flávio Bolsonaro a intenção de tirar o título de Nossa Senhora Aparecida.
A mudança no título de padroeira é atribuição do Vaticano, não da Presidência da República. A polêmica levou a reações de adversários e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
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O TSE liberou as publicações sobre o tema, desde que não associem o projeto ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O que disseram Lula e Flávio?
Lula e Flávio, que disputam o 2º turno, cumpriram agendas religiosas nesta segunda (12). O petista voltou a explorar o tema da padroeira; o candidato do PL foi a uma missa católica, mesmo sendo evangélico.
Lula disse que a padroeira do Brasil "é ofendida por alguns religiosos que não querem respeitar a religião dos outros".
"Esse gesto é para poder mostrar que, em um país civilizado, harmônico e democrático, cada um segue a religião que quiser, e a gente tem que respeitar. Ninguém é obrigado a ser da mesma religião", completou Lula.
Ele participou de missa na Capela Nossa Senhora da Alvorada, residência oficial da Presidência.
Flávio, por sua vez, foi a uma missa na Catedral Metropolitana de Brasília, ao lado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e do candidato a vice, Alfredo Gaspar.
"Saio de um ambiente muito acolhedor. Somos todos cristãos", disse Flávio, que é manifestamente evangélico e afirma respeitar a fé de milhões de brasileiros. Os dois caminhos mostram como a fé se tornou terreno disputado no 2º turno.
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O caso já tinha gerado disputa de propaganda: em setembro, Lula usou o caso contra Flávio em peça eleitoral.
Na semana passada, o TSE suspendeu propaganda de Lula contra Flávio e Gaspar sobre o tema.
No mesmo dia, a TV Sim Brasil mostrou como um padre interrompeu a distribuição de panfletos sobre o mesmo boato, numa igreja de Minas Gerais.





























