O TRE-MG barrou todas as candidaturas do PCO em Minas Gerais, incluindo Henrique Áreas ao governo do estado e Tião Pessoa ao Senado. A decisão, do juiz Sálvio Chaves, dada em 8 de setembro, também atinge candidatos do partido à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa de Minas.
Ao todo, a chapa barrada soma pelo menos seis nomes a cargos majoritários e proporcionais, além de suplentes na disputa ao governo e ao Senado.
O motivo é uma pendência antiga do partido. As contas de 2015 do PCO em Minas foram consideradas não prestadas, o que suspendeu o diretório estadual e, por consequência, o registro de todos os candidatos ligados à sigla no estado.
Segundo o juiz, o diretório estadual do partido "tem a situação suspensa por pendência relacionada à prestação de contas". A suspensão vale para toda a chapa, não só para os nomes ao governo e ao Senado.
Henrique Áreas, candidato do PCO ao governo, chamou o indeferimento de "perseguição política" e disse que o partido vai "recorrer até o fim". O PCO recorreu pedindo que os candidatos pudessem seguir fazendo campanha enquanto o caso é julgado.
Não é o único caso de candidatura barrada em Minas nesta reta final de registro. Anderson Adauto também teve o registro negado para deputado por Minas, e em 2024 a candidatura do PCO à Prefeitura de Contagem, na Grande BH, foi negada pelo mesmo motivo.
O que acontece agora?
O TRE-MG tem até o dia 14 de setembro para concluir o julgamento de todos os pedidos de registro de candidatura no estado, que somam mais de 1.800 nomes. Até lá, o PCO segue fora da disputa, salvo decisão em contrário na Justiça.
A corrida ao governo de Minas segue com Cleitinho na liderança das pesquisas, à frente de nomes como Patrus Ananias, Alexandre Kalil e o governador Mateus Simões.
Procurado pelo jornal que revelou o caso, o TRE-MG não respondeu sobre a fundamentação da decisão até a publicação daquela reportagem, em 9 de setembro.


























