O TSE deu 48 horas para a Meta, dona do Instagram e do Facebook, explicar por que publicações do presidente Lula teriam sido impedidas de ganhar impulsionamento pago na rede, depois de a campanha dele acusar a empresa de favorecer Flávio Bolsonaro no 2º turno.

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, é o relator do caso. Ele exigiu que a Meta explique por que o perfil de Lula foi impedido de impulsionar publicações no Instagram entre sexta (9/10) e sábado (10/10).

A Meta também terá de detalhar o que fez contra uma rede de 255 perfis automatizados identificada no Instagram e justificar a desativação da conta de anúncios da campanha de Lula, em 23 de setembro.

"As alegações são simplesmente falsas e não têm base factual", respondeu a Meta, segundo o Poder360.

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O TSE já cobrou outras plataformas nesta eleição?

Sim. Este episódio é o mais recente de uma sequência de cobranças do TSE às redes sociais no 2º turno, que começou ainda em agosto, quando a Corte identificou falhas de outras plataformas no cumprimento das regras eleitorais.

Em agosto, o X limitou a recomendação de candidatos no Brasil depois de pressão do TSE, enquanto a Meta ainda recomendava perfis de campanha e descumpria a determinação da Corte.

Ainda em agosto, o TSE mandou remover um vídeo com inteligência artificial que ligava Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Em setembro, um estudo mostrou que a Meta aprovou 13 de 15 anúncios falsos com inteligência artificial sobre as eleições, submetidos como teste.

As obrigações das plataformas nesta eleição vêm da Resolução TSE 23.610/2019, atualizada em 2024. Uma nova atualização, a Resolução 23.755, chegou em março de 2026.

A norma de 2026 obriga as plataformas a manter um repositório público com quem pagou por cada impulsionamento político, quanto pagou e para qual público, acessível a qualquer adversário, jornalista ou promotor eleitoral.

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A mesma resolução determina que conteúdo sintético, gerado por inteligência artificial e sem rotulagem, seja tirado do ar imediatamente pelas plataformas.

O prazo que a Meta tem até o 2º turno

O episódio mais recente ainda não tem desfecho. A Meta tem até esta segunda-feira (12/10) para responder ao TSE, dentro do prazo de 48 horas dado pelo ministro Bellizze.

A pergunta que fica é se o repositório público de anúncios, criado pela própria resolução do TSE, será suficiente para esclarecer o episódio antes do 2º turno, em 25 de outubro.