O técnico Dorival Júnior admitiu neste sábado (10), após o São Paulo vencer o Vitória por 2 a 1 no Morumbis, viver "um dos trabalhos mais complicados" da carreira. Ele citou atraso salarial e as condições dos três campos do CT da Barra Funda.
Contratado em maio, o treinador vive pressão desde a eliminação do São Paulo nas quartas de final da Copa Sul-Americana. O time chegou a somar dez jogos sem vitória no Brasileirão.
O triunfo sobre o Vitória, com dois gols de Calleri, encerrou a sequência negativa.
O time havia entrado na rodada na zona de pressão contra o rebaixamento, ao lado do Vasco, outro clube ameaçado.
O que motivou o desabafo de Dorival?
Dorival citou as condições dos três campos do CT da Barra Funda como um fator por trás da sequência de lesões no elenco. Atualmente, seis jogadores do São Paulo estão no departamento médico.
Hoje temos três campos e nenhum deles em condições de estarmos em cima desse campo. Estamos improvisando de toda maneira para dar sequência aos treinamentos. Pisos muito duros, outros muito molhados, alguns jogadores perdendo aceleração, frenagem e, de repente, provocando lesões.
O desabafo acontece em meio à pior crise financeira recente do clube.
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O São Paulo atrasou, pela primeira vez em anos, o pagamento de salários em agosto. O próximo balanço deve registrar patrimônio líquido negativo na casa do bilhão, segundo o portal ABCD Jornal.
Os direitos de imagem dos jogadores também estão pendentes, por período de dois a quatro meses, a depender do contrato.
Dorival também elogiou o executivo de futebol Rafinha. "O que me deixa feliz é ver a entrega das pessoas. Em especial, o trabalho que o Rafinha vem realizando", disse o técnico, sobre os esforços do ex-jogador para conter os problemas internos.
O que acontece agora
A diretoria do São Paulo ainda não decidiu pela saída de Dorival, mas o cargo depende do resultado nas próximas rodadas: uma eventual demissão custaria cerca de R$ 6 milhões, valor dos salários do treinador até dezembro.
O São Paulo volta a campo na próxima rodada do Brasileirão, ainda na briga direta contra o rebaixamento e por uma vaga na Libertadores de 2027. A pressão por resultado é regra no Brasileirão deste ano: o campeonato já teve 17 técnicos demitidos até setembro.





























