A campanha à reeleição do presidente Lula (PT) anunciou, neste sábado (10), que vai acionar o TSE e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) contra a Meta, dona do Instagram e do Facebook, por suposto favorecimento a Flávio Bolsonaro (PL).
A denúncia foi apresentada pelo secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, em coletiva de imprensa no QG da campanha. Segundo um levantamento do partido, a página de Flávio teve 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, apesar de 17,2% menos seguidores.
A campanha cita quatro episódios como evidência da suposta interferência:
- retirada do perfil de Lula do mecanismo de buscas do Instagram, em dezembro de 2025;
- remoção da conta de anúncios de Lula do ar durante o 1º turno das eleições;
- queda nas visualizações e curtidas de vídeos do presidente em 8 de outubro;
- bloqueio ao impulsionamento de publicações do Instagram em 9 de outubro.
A Meta reconheceu as falhas, mas atribuiu o problema a questões técnicas que também afetariam outros anunciantes. A empresa não apresentou evidências de que outros candidatos tenham sido atingidos pelos mesmos problemas.
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A sucessão de problemas técnicos não explicados pela empresa levanta forte suspeita de que a ação da Meta se configure como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro, em benefício à candidatura de Flávio Bolsonaro. A empresa precisa se explicar.
diz a nota da campanha de Lula.

A denúncia chega dias depois de Flávio pedir ao TSE a cassação da chapa de Lula, sob acusação de rede de desinformação no Instagram. A ação de Flávio pede a suspensão de 32 perfis até o fim do 2º turno.
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No mesmo período, o TSE mandou tirar do ar um vídeo falso sobre Flávio. A corte tem atuado em ritmo acelerado contra desinformação nas duas campanhas neste 2º turno.
A Meta já tinha falhado em teste de moderação: em setembro, a plataforma aprovou 13 de 15 anúncios falsos com inteligência artificial sobre as eleições, segundo estudo da organização britânica Ekō.
O que acontece agora
O TSE agora analisa as representações cruzadas de Lula e Flávio contra a Meta e contra perfis de apoiadores. As decisões podem sair a qualquer momento, antes do 2º turno, marcado para 25 de outubro.





























