Ações chinesas ligadas a inteligência artificial perderam cerca de US$ 480 bilhões em valor de mercado em menos de quatro meses, segundo o Goldman Sachs. O índice STAR50, de tecnologia e semicondutores, caiu 40% no mesmo período, após meses de otimismo com o setor.
O banco destaca que ações de IA chegaram a representar 42% da capitalização de mercado e 57% do volume negociado em ações na China continental e em Hong Kong. A concentração ampliou as perdas quando o otimismo arrefeceu.
A concentração ajuda a explicar a correção. Quando um setor concentra tanto volume de negociação, ele também arrasta o mercado inteiro quando perde fôlego.
O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, entrou em outubro na definição de mercado em baixa, após recuar 20% desde o pico de junho. O índice também perdeu 8,5% em outubro, o pior mês desde o início de 2016.
O ChiNext, índice de tecnologia de Shenzhen, perdeu cerca de 40% em quatro meses. O tombo contrasta com o otimismo em outros mercados ligados à IA, como os dos Estados Unidos, de Taiwan e da Coreia do Sul.
A chinesa Moonshot AI planeja abrir capital em Hong Kong em 2027.
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Em julho, a fabricante de chips CXMT captou 66,6 bilhões de yuans (cerca de US$ 10 bilhões) em sua abertura de capital em Xangai, parte de uma economia que também tem sustentado boom exportador com moeda fraca.
Veja como as bolsas da Ásia reagiram
| Bolsa / índice | País | Variação no dia |
|---|---|---|
| Shanghai Composite | China | -1,44% |
| CSI 300 | China | -1,39% |
| Nikkei | Japão | -2,12% |
| Kospi | Coreia do Sul | -3,48% |
| Taiex | Taiwan | -2,49% |
| Hang Seng | Hong Kong | +1,46% |
A exceção foi Hong Kong, que caminhou na contramão do pessimismo com a China continental.
A cautela chinesa se soma à pressão sobre o mercado brasileiro. Na mesma semana, o Ibovespa teve a pior semana desde março de 2020.
A causa principal, porém, foi a reprecificação das ações após a reeleição de Lula, como a TV Sim Brasil já mostrou, não a bolha chinesa.
No Brasil, o efeito mais direto chega a quem tem fundos ou investimentos com exposição a bolsas internacionais, no mesmo momento em que o Fed mantém os juros dos EUA elevados e reduz o espaço para corte da Selic.































