A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) publicou um vídeo nas redes sociais na terça-feira (3 de novembro) pedindo ajuda financeira a apoiadores. Ela anunciou uma comunidade paga, por R$ 50 mensais, para se manter na Itália, onde está foragida desde 2025.
Segundo Zambelli, a falta de conta bancária impede sua contratação profissional no país europeu. Ela atribui o problema ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo ela, o ministro bloqueou seus bens e a incluiu na Interpol por uma acusação de invasão com prejuízo financeiro. O STF não se manifestou sobre a alegação nas fontes consultadas.
Se você um dia me admirou, te peço essa ajuda: entre nessa comunidade e faça sua inscrição, para que eu possa me manter aqui na Itália.
O que está por trás do pedido
Zambelli tem duas condenações no Brasil. Uma de 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, por perseguir um jornalista armada em São Paulo na véspera do 2º turno de 2022.
A outra, de 10 anos, por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsificação de documentos, segundo o UOL.
Ela deixou o Brasil em junho de 2025 e, por ter cidadania italiana, passou a viver na Itália. Entrou na lista vermelha da Interpol e foi presa no fim de julho daquele ano.
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Ficou meses detida no presídio feminino de Rebibbia, em Roma. Foi solta em maio de 2026, depois de a Suprema Corte italiana anular decisões de instâncias inferiores.
O caso de Zambelli segue um roteiro já visto em outras figuras bolsonaristas que deixaram o país após decisões do STF, caso de Flávio Bolsonaro, que o irmão Eduardo defendeu que deixasse o país.
A vida no exterior sem acesso a bens ou renda formal é um obstáculo recorrente para quem foge de condenações no Brasil.
O que acontece agora
A Justiça italiana remarcou para 24 de novembro a audiência que vai analisar o novo pedido de extradição de Zambelli. A defesa pediu mais prazo para examinar documentos brasileiros sobre as condições de detenção e assistência médica previstas para ela.
A audiência já havia sido adiada uma vez, de outubro para novembro.
Em julho de 2026, a Justiça italiana já havia anulado uma decisão anterior que autorizava a extradição, rejeitando a tese de perseguição política da defesa, mas pedindo mais informações sobre a saúde da ex-deputada.
Antes de deixar o Brasil, ela chegou a pedir salvo-conduto ao STF para votar na mãe nas eleições de 2026.
O ponto em aberto
A data de 24 de novembro deve indicar se a Justiça italiana autoriza, enfim, a extradição de Zambelli ao Brasil, ou se o processo se arrasta por mais um ciclo de recursos, como já ocorreu duas vezes neste ano.

































