A Archer-Daniels-Midland (ADM), gigante americana de processamento e comércio de grãos, teve lucro líquido de US$ 821 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 660% sobre os US$ 108 milhões do mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado na terça-feira (3 de novembro).

A empresa, com sede em Chicago, superou as estimativas do trimestre e elevou, na terça-feira (3 de novembro), a previsão de lucro ajustado por ação para 2026, de US$ 5,15–5,60 para US$ 5,50 a US$ 5,80.

O lucro ajustado por ação do trimestre encerrado em 30 de setembro foi de US$ 1,77, acima da estimativa média dos analistas, de US$ 1,60, segundo dados da LSEG citados pela CNN Brasil. A receita subiu 10%, para US$ 22,34 bilhões.

Por que o lucro disparou

Os preços do milho e da soja nos Estados Unidos dispararam desde o início da guerra entre Israel e Irã, levando agricultores a acelerar vendas de estoques represados havia meses por preços fracos.

O conflito também impulsionou os preços do petróleo, elevando a demanda por matérias-primas de biocombustível, como milho e soja. O mesmo movimento já havia turbinado a venda de petróleo do Brasil à China.

O lucro operacional da divisão de Serviços Agrícolas e Sementes Oleaginosas, a maior da ADM, mais que dobrou no trimestre, para US$ 778 milhões. O esmagamento (crushing) teve lucro de US$ 311 milhões, ante US$ 13 milhões um ano antes.

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O que acontece agora

A ADM reduziu a projeção de investimentos (capex) para 2026, para US$ 1,2 bilhão a US$ 1,3 bilhão, ante US$ 1,3 bilhão a US$ 1,5 bilhão projetados antes.

O resultado reflete um cenário de preços elevados que também chega ao Brasil, maior exportador mundial de soja. O petróleo seguia perto de US$ 100 em outubro, mesmo após a Abiove reduzir a previsão de exportação de soja do país em setembro.