O ouro fechou em alta de 1,81% na segunda-feira (2 de novembro), a US$ 3.969,60 a onça-troy, com otimismo sobre diálogo entre Estados Unidos e Irã. A alta valoriza as 172,4 toneladas em reservas de ouro do Banco Central do Brasil.
Na Comex, a prata avançou 3,27%. O porta-voz do Irã, Esmail Baghaei, citou um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz, sob condição dos EUA. Trump demonstrou abertura para negociar, mas reiterou que Teerã não pode ter armas nucleares.
A Forex.com atribuiu a alta ao mesmo alívio que pressionou o petróleo para baixo e devolveu apetite por risco. "Como o patamar de US$ 4.000 foi rompido na semana passada, o caminho de menor resistência para o ouro é de queda", diz a nota.
O que isso significa para as reservas do Brasil
Isso significa mais patrimônio guardado no exterior. O Banco Central comprou 42,8 toneladas de ouro entre setembro e novembro de 2025, elevando o estoque de 129,6 para 172,4 toneladas, fim de quatro anos sem novas compras.
Em valor, as reservas saltaram de US$ 11,7 bilhões para US$ 23,3 bilhões entre janeiro e novembro, alta de 99,15%. O ouro responde por 6,5% do total de reservas internacionais do Brasil, de US$ 360,6 bilhões.
O movimento acompanha o próprio histórico do Banco Central: em setembro, a instituição já havia ampliado as compras de ouro para reduzir a dependência do dólar nas reservas.
Publicidade
A tendência também é mundial. Bancos centrais ao redor do globo aceleraram a compra do metal, em ritmo até quatro vezes maior do que em anos anteriores.
O que acontece agora
Agora o mercado observa o payroll de outubro dos Estados Unidos, com publicação prevista para o fim desta semana. Para o banco ING, o dado de emprego não deve alterar o rumo da política monetária do Federal Reserve em dezembro.
"A menos que seja absolutamente desastroso", avalia o ING.
O Fed já manteve os juros nos Estados Unidos em outubro, decisão que pesa direto no apetite global por ouro.
O mesmo alívio no Oriente Médio é acompanhado pelo setor de petróleo: em junho, analistas já discutiam o impacto de um eventual acordo entre EUA e Irã sobre a Petrobras.































