Os bancos centrais ao redor do mundo compraram 79 toneladas de ouro em agosto, mais de quatro vezes a média mensal registrada antes de 2022, segundo estimativa do Goldman Sachs, em meio à guerra entre Irã e Estados Unidos e à política tarifária de Trump.
Considerando os últimos três meses e ajustando por sazonalidade, o ritmo de compras está em cerca de 85 toneladas por mês. A China respondeu por cerca de 25 toneladas em agosto, maior fatia identificada. Outros países podem estar comprando mais sem divulgar as operações.
Por que os países compram mais ouro?
Os países compram mais ouro para reduzir a dependência das moedas de reserva do G7, sobretudo do dólar, segundo o Goldman Sachs. A China, maior compradora identificada, ainda tem participação de ouro considerada baixa frente ao padrão histórico de suas reservas.
Economias desenvolvidas, que já têm grandes estoques do metal, compram menos. Nelas, a discussão deixou de ser quanto comprar e passou a ser onde guardar o ouro.
O Brasil também amplia as reservas
O Banco Central do Brasil soma 172,4 toneladas de ouro, equivalente a 7,1% das reservas internacionais do país, segundo o World Gold Council.
O volume cresceu 33% em três meses, saltando de 129,6 toneladas.
O Brasil lidera as reservas de ouro na América Latina e ocupa a 28ª posição no ranking mundial, à frente do México e da Argentina. A estratégia segue o racional do movimento global: reduzir a dependência do dólar.
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Em setembro, o Brasil ampliou reservas em meio ao movimento de países como a Holanda, que retirou ouro guardado nos Estados Unidos. Na mesma linha, o país vendeu US$ 61 bilhões em títulos dos EUA enquanto ampliava as reservas em ouro.
O que acontece agora
Os dados do World Gold Council são atualizados com base em informações enviadas ao FMI por cada país.
Enquanto durarem as tensões no Oriente Médio e a disputa comercial entre EUA e China, o Goldman Sachs projeta ritmo global próximo de 85 toneladas por mês.































