O italiano Andrea Kimi Antonelli, de 20 anos, tornou-se no domingo (1º de novembro) o campeão mais jovem da história da Fórmula 1, aos 20 anos e 68 dias. Fã de Ayrton Senna, ele usa o número 12 em homenagem ao brasileiro.

Ele usa a identificação desde as primeiras experiências em monopostos e a manteve quando chegou à Mercedes, em 2025. Em entrevista publicada pela própria equipe, contou que a inspiração veio dos vídeos das temporadas antigas da Fórmula 1 que assistia na infância.

Senna usou o número 12 pela Lotus entre 1985 e 1987 e na McLaren em 1988, quando venceu seu primeiro título mundial. Antonelli é o primeiro a ser campeão com o 12 desde então, 38 anos depois.

Mesmo podendo usar o número 1, reservado ao atual campeão, o italiano manteve o 12. É nova homenagem ao ídolo.

Em 2025, Antonelli usou capacete especial com o nome de Senna no GP de Ímola, no circuito onde o brasileiro sofreu o acidente fatal em 1994.

Na mesma temporada, durante o GP de São Paulo, visitou o túmulo de Senna no Cemitério do Morumbi e, depois do 2º lugar em Interlagos, presenteou o acervo da família com o capacete usado na corrida.

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As coincidências não param na numeração. Antonelli seguiu a receita que deu o primeiro título a Senna em 1988: correr ao lado de um companheiro mais experiente. Para Senna, foi o bicampeão Alain Prost, na McLaren; para o italiano, foi George Russell, na Mercedes.

Nem tudo se repete. Senna começou a carreira na Toleman e passou três anos na Lotus até chegar a um carro vencedor.

Antonelli já estreou numa equipe de ponta, a Mercedes, que se tornou dominante em 2026 com a maior mudança de regulamento em 76 anos de categoria.

O título veio depois de um início de temporada atrás: Russell venceu a primeira corrida, na Austrália. Antonelli emendou, na sequência, uma série de triunfos, inclusive sobre o próprio companheiro, como no Canadá.

Quando McLaren, Red Bull e Ferrari se tornaram mais competitivas ao longo do ano, o italiano já tinha vantagem suficiente para fechar o título no GP do México.

No GP do México, a conquista veio com pódio com dois dos maiores pilotos da história, Hamilton e Verstappen, somando 12 títulos mundiais reunidos na cerimônia. O próprio Kimi evita comparação direta com Senna, por estar no início da carreira na F1.

O legado de Senna segue movimentando o automobilismo.

Em outubro, a McLaren colocou à venda carros históricos de Senna, Hamilton e Norris.