A Ambev teve lucro líquido de R$ 4,366 bilhões no terceiro trimestre, queda de 10,2% em relação a 2025. Ajustado por efeitos não recorrentes do ano passado, como o desinvestimento em Barbados, o lucro subiu 14,3%, para R$ 4,393 bilhões.
A receita líquida somou R$ 21,594 bilhões, alta de 3,6%. O Ebitda ajustado cresceu 8,9% organicamente, para R$ 7,2 bilhões, com margem de 33,7%.
O volume global ficou praticamente estável, em 42,385 milhões de hectolitros.
No Brasil, o crescimento veio do segmento premium, cujo volume avançou 19% no trimestre. A linha "wellness" (cervejas sem glúten, com menos calorias ou sem álcool) disparou 157% em volume.
A aposta segue tendência que a própria AB InBev já vinha testando com cerveja com proteína e embalagens menores.
A Michelob Ultra, marca que patrocina a Copa do Mundo de 2026, cresceu 478% em volume. A Stella Pure Gold, sem glúten, avançou 195%, e as cervejas sem álcool subiram 43%.
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A empresa diz investir num portfólio de marcas para públicos diferentes. A Corona é associada à vida ao ar livre, a Spaten à tradição cervejeira alemã, a Original à cultura de bar e a Stella Artois à gastronomia.
Nem todos os analistas estão convencidos: em maio, o Goldman Sachs via limitações para a alta das ações da Ambev.
Encerramos os primeiros nove meses do ano com crescimento de 7,3% da receita líquida, acima da inflação, e fizemos isso continuando a investir no crescimento, com investimento em marketing crescendo organicamente dois dígitos no trimestre e no acumulado do ano
A avaliação é do diretor financeiro da Ambev, Guilherme Fleury, em nota.
O trimestre foi marcado por clima mais frio no Sudeste, região importante para o consumo de cerveja no país. Ainda assim, a indústria cresceu cerca de 4% no período, segundo dados da Nielsen citados pela empresa, impulsionada pela Copa do Mundo da Fifa.
No acumulado de nove meses, a receita líquida subiu 7,3%, o Ebitda ajustado avançou 9,3% e o lucro ajustado por ação saltou 12,3%.































