O dólar fechou nesta sexta-feira (23) cotado a R$ 4,9896, queda de 0,97% no dia e de 1,64% na semana, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). O Ibovespa, por sua vez, subiu 0,47% no mesmo pregão.
Segundo a Forbes Brasil, a moeda americana rompeu a casa dos R$ 5 durante a tarde e fechou a semana com queda acumulada de 1,64%. No acumulado do ano, o dólar recua 9,10% frente ao real.
O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 45,52 bilhões, abaixo da média diária de R$ 58,11 bilhões registrada ao longo de outubro até a véspera. A diferença indica que parte dos investidores evitou posições maiores antes de conhecer o resultado da eleição.
Agentes do mercado consultados pela Forbes Brasil afirmaram que algumas operações já antecipavam um cenário de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) no domingo.
A expectativa entre esses agentes é de forte volatilidade na Bolsa já na segunda-feira (26), qualquer que seja o nome confirmado nas urnas.
O dólar já havia caído abaixo de R$ 5 logo após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou a votação à frente de Lula. Bancos consultados no início de outubro projetavam que a cotação poderia variar.
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De R$ 4,90 a R$ 5,80 era a faixa estimada pelos bancos, dependendo do nome que vencer o segundo turno.
O que acontece agora
A expectativa de agentes financeiros é de oscilação forte logo na reabertura dos mercados, na segunda-feira (26), depois da apuração do resultado de domingo. Até lá, operadores devem manter volume reduzido, como ocorreu nesta sexta.
O comportamento do câmbio já havia se repetido em outras etapas da disputa: a Bolsa reagiu a cada mudança de cenário eleitoral ao longo de outubro, antes de qualquer alteração concreta na economia.































