O petróleo Brent chegou a US$ 117 o barril nesta sexta-feira (23), maior preço desde maio, depois de o Irã dizer que sete navios-petroleiros foram atingidos por minas no Estreito de Ormuz e de um novo ataque à Arábia Saudita.

O ataque, atribuído ao grupo Houthi, aliado do Irã, atingiu a infraestrutura energética saudita e o aeroporto internacional King Fahd em 21 de outubro, deixando dois mortos e oito feridos, segundo o Times Brasil.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de fabricar incidentes para inflar o preço do petróleo antes das eleições de meio de mandato americanas, de acordo com a mesma reportagem.

A alta do petróleo pressiona a inflação no Brasil e limita a margem do Banco Central, segundo a Empiricus. O movimento também afeta a Petrobras e o Ibovespa, que caiu para abaixo de 182.500 pontos nesta sexta.

A escalada chega num momento delicado para o mercado brasileiro, às vésperas do 2º turno da eleição presidencial. O preço mais alto já pressiona o consumidor: um banco de investimentos projeta alta de até 50% no diesel da Petrobras após o 2º turno.

É a segunda alta forte do petróleo em poucos dias. O Brent já havia subido a US$ 112 após um ataque houthi à Aramco, na quinta-feira (22), e a cotação de hoje é alta adicional sobre esse patamar.

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Nem sempre a tendência foi de alta. Na semana passada, o Brent chegou a cair a US$ 109,55 com sinais de alívio nas sanções à Rússia, antes de a tensão no Oriente Médio voltar a dominar o mercado.

O que acontece agora

O mercado segue de olho em qualquer resposta militar da Arábia Saudita ou de aliados ao ataque de 21 de outubro. Também observa novos sinais sobre o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.