O petróleo Brent superava US$ 111 por barril na manhã desta terça-feira (20), maior preço em cinco meses, após a oferta do Golfo Pérsico recuar e o Irã intensificar ataques a navios no Estreito de Ormuz. O WTI subia a US$ 100,77.
Por volta das 7h40 (de Brasília), o Brent para dezembro era negociado a US$ 111,40, alta de 1,69% no dia. Segundo a Kpler, a oferta do Golfo Pérsico caiu para 8,5 milhões de barris por dia na semana, ante mais de 20 milhões antes.
O Irã intensificou ataques a navios-tanque e embarcações comerciais no impasse sobre o Estreito de Ormuz. Rebeldes houthis também atacaram alvos na Arábia Saudita, segundo o Commerzbank.
Em nota, o Commerzbank avalia que a estratégia do Irã de pressionar os preços do petróleo "parece surtir efeito", um cálculo político às vésperas das eleições americanas de meio de mandato.
O efeito no Brasil
O Brasil sente o solavanco pelo diesel: o país importou 9,6 bilhões de litros entre janeiro e agosto de 2026, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), e cerca de um terço do combustível consumido no país tem origem importada.
Já em 9 de outubro, quando o Brent avançou 4,37% a US$ 102,31, analistas de mercado apontavam o mesmo mecanismo: petróleo mais caro eleva os custos de importação, transporte e energia no país, com reflexo sobre gasolina, diesel e inflação.
A própria Petrobras respondeu por 28% do volume de diesel importado no período, cerca de 2,7 bilhões de litros. Ipiranga, Vibra e Raízen dividiram o restante.
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Um dos fornecedores externos é a Rússia, de quem o Brasil é o 2º maior comprador de diesel.
O país também exporta petróleo bruto, e a alta internacional ajuda a explicar por que o setor puxa o recorde da balança comercial em 2026.
O que acontece agora
As tentativas dos Estados Unidos de baixar os preços, com alívio de sanções à frota russa, não surtiram efeito. A oferta de diesel russo segue limitada por ataques a refinarias na Ucrânia, o que amplia o diferencial com o petróleo, segundo o Commerzbank.





























