Brisanet, Unifique e iez! Telecom fecharam, nesta sexta-feira (23), acordo com a americana AST SpaceMobile para oferecer internet via satélite direto no celular comum, sem chip especial, aplicativo ou troca de aparelho, em todo o território nacional, segundo fato relevante publicado pelas empresas.
As operadoras vão ceder frequências da faixa de 700 MHz, usada hoje no 4G, e investir em estações terrestres que conectam suas redes à constelação de satélites da AST, hoje com 13 unidades em órbita.
A tecnologia, chamada de D2D (sigla em inglês para "direto ao aparelho"), promete velocidade de até 100 Mbps hoje, podendo chegar a 200 Mbps na próxima geração de satélites da companhia.
Depois da fibra e do 5G, o satélite é o próximo passo natural.
A frase é de Fabiano Busnardo, diretor-presidente da Unifique. José Roberto Nogueira, fundador e presidente da Brisanet, disse que a parceria "nos permite levar conectividade para além do alcance" da infraestrutura terrestre.
O serviço mira tanto áreas urbanas quanto rurais, incluindo cidades com menos de 30 mil habitantes e regiões remotas, dentro do sandbox regulatório que a Anatel criou para esse tipo de tecnologia.
A AST SpaceMobile já soma mais de 60 parcerias com operadoras ao redor do mundo. No Brasil, a cobertura permanente do serviço está prevista para o fim de 2027.
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O acordo ainda depende da aprovação da Anatel e do Cade. Valor do investimento, cronograma de lançamento e preço dos planos ao consumidor não foram divulgados.
O movimento acontece dias depois de a Anatel barrar a Starlink de ligar o celular direto ao satélite no Brasil, à espera de regulamentação específica para esse tipo de serviço.
A concorrência pelo espectro já afeta o mercado: a liberação de espectro para a Starlink derrubou as ações de TIM e Vivo na bolsa, no começo do mês.
O Brasil já tem hoje três operadoras de internet via satélite como alternativa à Starlink, mas nenhuma delas ainda oferece conexão direta ao celular comum.
O que acontece agora
Falta a aprovação da Anatel e do Cade para o acordo avançar. Também não há data definida para o início dos testes comerciais do serviço no Brasil.































