O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira (19), com o Brent a US$ 109,55 o barril e o WTI a US$ 98,54, segundo a ICE de Londres e a Nymex. O recuo reflete o alívio de sanções dos EUA à Rússia.
O Brent para dezembro caiu 0,28% no pregão, e o WTI, 0,48%. Na sexta (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, suspendeu parte das sanções e tarifas aplicadas à Rússia, decisão que alivia a oferta global de combustível.

No mesmo fim de semana, Trump reforçou apoio à reeleição do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, e ameaçou intensificar as ações contra o Irã, em post na Truth Social.
Também acusou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de prejudicar o abastecimento mundial de diesel com ataques a refinarias russas, ao justificar o afrouxamento das sanções a Moscou.
O jornal The New Arab informou nesta segunda que Washington e Teerã podem anunciar ainda esta semana um avanço nas negociações mediadas pelo Catar e pelo Paquistão. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, voltou a defender a reabertura do Estreito de Ormuz.
As tensões no Oriente Médio, porém, seguem altas o bastante para impedir uma queda mais forte do barril. Para o estrategista Christopher Tahir, da corretora Exness, o atrito entre Arábia Saudita e os Houthis segue elevado.
O Estreito de Ormuz, segundo Tahir, segue com restrição de tráfego por incidentes de segurança.
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Como fica o preço da gasolina no Brasil
A gasolina no Brasil segue a cotação do Brent com defasagem. Antes da escalada do conflito, em 28 de fevereiro, o litro custava em média R$ 6,28; no auge da guerra, chegou a R$ 6,78.
Em levantamento de 10 de outubro, o preço médio estava em R$ 6,54.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal já está "tratando desse aumento" na gasolina, sem anunciar cronograma ou percentual de reajuste. A petroleira já havia subido junto com o barril em outras altas recentes.
O que acontece agora
Nos próximos dias, o mercado observa duas frentes. Nos EUA, Washington e Teerã podem anunciar avanço nas negociações mediadas pelo Catar e pelo Paquistão ainda esta semana.
No Brasil, a Petrobras ainda não definiu quando nem quanto vai reajustar a gasolina, mesmo com o afrouxamento das sanções à Rússia já mudando o fluxo de comércio de combustíveis.
Até lá, o preço nas bombas segue a defasagem acumulada desde o início da guerra.





























