O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 6,49 bilhões para financiar exportadores afetados pelas tarifas dos Estados Unidos, pela Medida Provisória 1.397, publicada em 21 de outubro. O dinheiro reforça o Fundo de Garantia à Exportação do Plano Brasil Soberano, operado pelo BNDES.

Quem pode pedir o crédito?

Têm direito ao crédito pessoas físicas e empresas exportadoras de bens e serviços atingidas pelas tarifas americanas, além de seus fornecedores. Também entram setores industriais estratégicos, como fertilizantes, e exportadores afetados pela instabilidade no Golfo Pérsico.

O financiamento é repassado pelo BNDES e pode cobrir capital de giro, compra de máquinas e outros investimentos. Segundo o governo, a demanda ao banco foi "substancialmente superior" aos recursos disponibilizados até então pelo Plano Brasil Soberano.

Segundo o BNDES, a procura mais forte veio de empresas do Sul e de São Paulo.

A MP complementa financiamentos anteriores: a MP 1379/26 já havia autorizado R$ 13,5 bilhões, dos quais R$ 7 bilhões foram liberados pela MP 1387/26. Com a nova liberação, o total autorizado para o BNDES chega a R$ 28,5 bilhões em 2026.

A tarifa adicional de 25% dos EUA atinge cerca de US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, e pesa mais sobre quem exporta máquinas, calçados e móveis.

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Em setembro, o Plano Brasil Soberano já havia recebido R$ 12 bilhões em pedidos de empresas, mas só 18% tinha sido aprovado até aquele momento.

O agro também sentiu o tarifaço: as exportações do setor aos EUA caíram 17,8% desde que a sobretaxa entrou em vigor.

O que acontece agora

A MP 1.397/26 segue agora para a Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional. Depois, vai a votação nos plenários da Câmara e do Senado. Ela tem até 120 dias de vigência para ser convertida em lei, prazo padrão de toda medida provisória.