O governo federal liberou mais R$ 6,49 bilhões em crédito extraordinário para exportadores afetados pelas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida saiu nesta quarta (21), via MP 1.397, com recursos para o Fundo de Garantia à Exportação.
Os recursos integram o Plano Brasil Soberano, criado para apoiar setores afetados pelas sobretaxas do presidente Donald Trump. O dinheiro vai cobrir custos de financiamentos concedidos a exportadores e a seus fornecedores que sentem o efeito das tarifas.
A Medida Provisória foi editada em 20 de outubro e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira. Ela abre crédito extraordinário vinculado ao Plano Brasil Soberano, instituído pela Lei 15.473 de 2026 para proteger exportadores atingidos por tarifas comerciais internacionais ou conflitos globais.
Desde 22 de julho, os EUA cobram 25% sobre lista de produtos brasileiros com base na Seção 301 da lei comercial americana.
A isso se soma uma taxa de 12,5% pela acusação de que o Brasil não combate trabalho forçado, somando 37,5% sobre parte da pauta, como máquinas e equipamentos.
Quem pode acessar o crédito?
Podem acessar o crédito exportadores de bens e serviços e os fornecedores diretos deles, segundo o texto da Medida Provisória. O dinheiro cobre custos de financiamentos já concedidos a quem sente o efeito do tarifaço dos EUA sobre o comércio brasileiro.
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Para evitar dano à própria economia, o governo americano já tinha aberto uma lista extensa de produtos isentos do tarifaço, poupando matérias-primas essenciais e itens sem produção suficiente em solo americano.
Levantamento anterior mostrou que o Brasil Soberano recebeu R$ 12 bilhões em pedidos, mas só 18% deles haviam sido aprovados até setembro.
Em setembro, o BNDES já tinha aberto uma linha própria do programa, batizada de Brasil Soberano 3, com R$ 22,6 bilhões em crédito contra o tarifaço.
O agronegócio já sentia o problema: a exportação do setor aos EUA caiu 17,8% desde que a tarifa entrou em vigor, segundo levantamento.
O que acontece agora
Quatro datas até dezembro podem mudar o rumo do tarifaço. A primeira é 25 de outubro, dia do 2º turno no Brasil; depois vêm 3 de novembro, 18 e 19 de novembro, e 14 e 15 de dezembro.





























