A Nasa afirmou nesta sexta-feira (23) que o programa espacial chinês ainda está na "infância", apesar dos avanços recentes, durante coletiva sobre o programa Artemis. O administrador da agência, Jared Isaacman, provocou a China ao comparar o histórico espacial dos dois países.
A coletiva, batizada de "Artemis Acceleration", ocorreu no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), e detalhou os preparativos para a missão Artemis 3, prevista para 2027, e os esforços para viabilizar a Artemis 4, que deve levar astronautas de volta à superfície lunar em 2028.
"A China viveu seu 'momento John Glenn', seu primeiro voo espacial orbital tripulado, há apenas 23 anos. Naquela altura, a Nasa não só já havia vencido a primeira corrida espacial, como também tinha levado astronautas à Lua seis vezes", disse Isaacman.
"Já havíamos realizado 113 missões com ônibus espaciais antes mesmo de a China enviar seu primeiro astronauta ao espaço", completou o administrador da Nasa.
A China fez seu primeiro voo orbital tripulado em 2003. O astronauta americano John Glenn havia feito o equivalente ainda nos anos 1960.
Isaacman reconheceu, porém, que o programa chinês avançou desde então, lançando centenas de satélites de comunicação, de observação da Terra e de uso militar.
Nos últimos cinco anos, a China lançou a Tiangong, estação espacial que rivaliza com a antiga Estação Espacial Internacional, e coletou as primeiras amostras de solo do lado oculto da Lua — feito que nenhuma outra nação repetiu.
A China planeja construir um assentamento permanente na Lua até 2040 e realizar seu próprio pouso tripulado até 2030. A disputa levou legisladores americanos a declararem uma nova corrida espacial, com a Nasa prometendo um posto avançado lunar americano.
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A missão Artemis 3, de 2027, não vai mais pousar na Lua: será dedicada a testar tecnologias e procedimentos para viabilizar as futuras operações na superfície lunar, como mostrou a confirmação de que o escudo térmico da Artemis 2 funcionou na volta da Lua.
Quatro astronautas viajarão na cápsula Orion, lançada pelo foguete SLS, para testes em órbita baixa da Terra, incluindo manobras de acoplagem com módulos lunares de teste da SpaceX. É a mesma Starship que teve falha de motor em setembro e ameaçou atrasar o cronograma lunar.
O que acontece agora
A disputa entre EUA e China pela Lua passa por outros projetos, como a corrida para instalar um reator nuclear lunar, que inclui ainda a Rússia. A Artemis 3 está marcada para 2027, e o pouso com a Artemis 4 é esperado para 2028.































