O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do TSE, deu 24 horas nesta sexta-feira (23) para Meta e X explicarem como tratam conteúdo político na eleição, sob multa diária de R$ 500 mil cada. A decisão atende a uma ação da campanha de Lula (PT).
A campanha de Lula alega "abuso de poder econômico e uso indevido das redes sociais com favorecimento de conteúdo" ao candidato Flávio Bolsonaro. A Meta terá de explicar os critérios de distribuição, o tratamento dado a cada candidato e a propaganda política na plataforma.
Já o X precisa detalhar o funcionamento da ferramenta de inteligência artificial Grok no contexto eleitoral.
Entre as alegações citadas na petição está a remoção, pelo Instagram, de um vídeo crítico do cantor MC Cabelinho, além de respostas diferentes dadas pelo Grok quando questionado sobre os dois candidatos.
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A Meta já havia negado tratamento diferenciado em manifestações anteriores. Especialistas do Conselho de Direitos Humanos da ONU já haviam expressado preocupação com suspensões desproporcionais de contas durante a campanha.
Não é a primeira vez que as plataformas são questionadas no 2º turno: o MPF já havia processado a Meta para reativar contas bloqueadas, nesta semana.
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Antes disso, o MPF já investigava Meta e X por bloqueios contra eleitores durante a campanha.
O que acontece agora
O prazo de 24 horas para as explicações se encerra neste sábado (24), véspera do 2º turno. Um especialista ouvido pelo próprio noticiário eleitoral já alertou que a pressa pode levar o TSE a decidir sem base técnica sobre as redes.































