O mercado financeiro elevou pela quarta semana seguida a projeção de inflação para 2026, de 5,01% para 5,22%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (13). O número está acima do teto de 4,5% da meta do CMN para o ano.
Com a elevação desta semana, a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 0,32 ponto percentual nas últimas quatro semanas, de 4,90% para 5,22%.
É a quarta vez seguida que o mercado revisa a previsão para cima.
Os números não vêm isolados. Uma semana antes, o próprio boletim já havia revisado a inflação para cima e o PIB para baixo, no mesmo movimento que se repete agora.
A projeção não é só expectativa. A inflação de setembro já tinha furado o teto da meta do Banco Central antes desta nova rodada do Focus.
A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Isso fixa o teto em 4,5% e o piso em 1,5%. A projeção do Focus já ultrapassa esse teto pela quarta semana seguida.
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O que muda no bolso do consumidor?
Para quem toma crédito, o custo continua alto. A Selic projetada para o fim de 2026 caiu de 13,50% para 13,25% ao ano, mas segue em patamar elevado o bastante para manter financiamento e parcelamento caros.
É esse descompasso que o consumidor sente no dia a dia. A inflação sobe, o juro recua pouco e o crédito segue apertado.
A projeção de crescimento da economia também não ajuda. O PIB de 2026 segue estimado em 1,85%, taxa que o mercado lê como desaceleração gradual da atividade.
O câmbio é a exceção na leitura desta semana. A previsão para o dólar no fim do ano caiu de R$ 5,20 para R$ 5,15, o que tende a aliviar o preço de produtos importados e de insumos que dependem da moeda americana.
O momento é sensível. A alta da inflação chega a 12 dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
O custo de vida também pesa no humor do eleitor, como mostrou a cobertura da TV Sim Brasil sobre o efeito da inflação na disputa.
O que acontece agora
A próxima decisão do Copom sobre a Selic vai considerar esta quarta alta seguida da inflação projetada pelo Focus, que também prevê a Selic em 13,25% ao ano até o fim de 2026, patamar ainda considerado elevado para o crédito.
O Banco Central publica o Focus semanalmente, com a mediana das projeções de instituições financeiras e consultorias consultadas pela pesquisa.





























