O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta semana que a Rússia vai liberar imediatamente mais de 300 mil toneladas de diesel para o mercado internacional, com outras 500 mil toneladas prometidas para novembro, em acordo com o russo Vladimir Putin.
O Departamento do Tesouro americano autorizou as operações russas com o combustível até 7 de abril de 2027. A liberação do diesel russo foi anunciada em ligação de Trump com Putin.
A Ucrânia criticou o acordo. O país defende sanções mais rígidas às exportações de energia russa, sob o argumento de que as receitas do petróleo e do gás financiam a guerra conduzida por Moscou.
A União Europeia também questionou a medida, e analistas ouvidos pela imprensa internacional duvidam que ela traga alívio real aos preços: os volumes anunciados são modestos diante da demanda global.
O que muda no bolso do consumidor brasileiro?
O efeito chega pelo lado da oferta: o Brasil é hoje o maior cliente de diesel russo do mundo. A Rússia saltou de 0,2% das importações brasileiras de diesel em 2021 para 58,9% em 2025.
O salto foi puxado pela guerra na Ucrânia e pela falta de capacidade de refino no país. Empresas brasileiras investiram US$ 13 bilhões em compras do combustível russo desde 2022.
Segundo avaliação do setor petroleiro, a possível sanção ao diesel russo não deve afetar a oferta no Brasil no curto prazo. Mas deve elevar o preço do combustível no mercado interno, dado o peso da Rússia como fornecedor.
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O que acontece agora
Em agosto de 2025, os EUA já haviam imposto tarifa de 25% sobre produtos indianos por causa da compra de combustível russo pela Índia. O Senado dos EUA já aprovou sanções à Rússia que podem tarifar o Brasil pelo mesmo motivo.
O Brasil está na mira de uma lei dos EUA contra compradores de petróleo russo, que tramita em paralelo à liberação do diesel.
A licença do Tesouro americano vale até abril de 2027. É quando o governo dos EUA decide se renova, endurece ou encerra a autorização.





























