A atriz americana Viola Davis, de 61 anos, revelou que recebeu diagnóstico de herpes-zóster logo após ser indicada ao Oscar pelo filme "O Empregado", no início deste ano. Em entrevista à revista People, ela disse que o episódio a fez priorizar mais a própria saúde.

"De repente, acordei com sintomas semelhantes aos da gripe e uma erupção cutânea extremamente dolorosa. Quer dizer, eu colocaria um nove de dez", contou a atriz.

"Começou na minha barriga e se enrolou até as costas. Difícil deitar, difícil de levantar, difícil de andar. Dor nos nervos, tudo isso."

Davis também relatou a surpresa com o diagnóstico. "Eu sentia que estava saudável porque fiz tudo certo. E então, de repente, estou com herpes-zóster", disse.

O que é o herpes-zóster?

O herpes-zóster, popularmente chamado de "cobreiro", é causado pelo vírus varicela-zóster, o mesmo da catapora. Depois da primeira infecção, o vírus fica latente no organismo por décadas e pode ser reativado, principalmente em pessoas acima de 50 anos.

A doença também é mais comum em quem tem o sistema imunológico comprometido. Segundo o infectologista Jessé Reis Alves, em entrevista à CNN Brasil, doenças cardiovasculares, diabetes e doença renal crônica aumentam a chance de manifestar o herpes-zóster.

Casos mais graves podem evoluir para infecções bacterianas e a rara Síndrome de Reye, que causa inflamação no cérebro, além de sequelas que afetam equilíbrio, fala e movimentos.

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A faixa etária mais afetada não é exclusiva. Um levantamento recente mostrou que a doença, historicamente associada a idosos, também vem atingindo mais jovens.

Para quem já desenvolveu a dor característica depois do quadro, existe tratamento. Uma pesquisa brasileira mostrou que a eletroacupuntura reduziu a dor pós-herpes-zóster em quase metade dos casos estudados.

No Brasil, porém, a prevenção pela vacina segue fora do alcance da maioria, já que hoje ela só está disponível na rede privada.

Um projeto que inclui a vacina contra herpes-zóster no Calendário Nacional de Vacinação foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado em 1º de setembro. Pelo texto, teriam direito pessoas com 50 anos ou mais e maiores de 18 anos imunossuprimidos.

O projeto ainda precisa de confirmação em turno suplementar no Senado, depois segue à Câmara dos Deputados e precisa de sanção presidencial para virar lei. Não há previsão oficial de quando a vacinação pelo SUS pode começar.