As bolsas europeias abriram em alta nesta terça-feira (13), impulsionadas pela queda do petróleo, que melhorou o apetite por risco. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,66%, para 639,87 pontos, por volta das 6h25 no horário de Brasília, segundo CNN Brasil e InfoMoney.

Na contramão, as ações de tecnologia recuaram, pressionadas pela disputa chinesa no mercado de chips de memória. O setor caiu 0,6%, acompanhando as perdas registradas em Nova York na véspera e na Ásia no mesmo pregão.

O petróleo tipo Brent caía 1,7% no início da manhã. O movimento era um possível ajuste técnico. O barril já tinha acumulado três altas seguidas, em meio a tensões persistentes no Oriente Médio.

Entre as ações individuais, a britânica BP subia 1,3% em Londres, após dizer que vai atualizar a estratégia em dezembro e projetar forte queda da dívida líquida no último trimestre.

Já a francesa LVMH recuava 1,9%, um dia depois de divulgar vendas mais fracas que o esperado.

Por que a China pesa nas bolsas de tecnologia?

A pressão vem da chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT), que no fim de semana apresentou uma nova arquitetura de chip de memória, com redução de 30% na área das células, e afirmou pretender lançar um produto baseado nela até o fim de 2026.

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O setor de tecnologia já vinha de perdas em Nova York e na Ásia.

A disputa chega ao consumidor brasileiro antes do esperado. Marcas chinesas com chips da CXMT, como Gloway, Kllisre e Netac, já vendem memória RAM no Brasil, segundo o site especializado Promotop.

Fabricantes como Dell, HP, Acer e Asus iniciaram testes de certificação com componentes da CXMT, de acordo com o Hardware.com.br.

Para o consumidor brasileiro, a queda nas bolsas de tecnologia é o mesmo capítulo que já apareceu na prateleira: menos oferta de memória convencional e mais chip chinês disputando espaço.

A escassez de DRAM, provocada pela migração de Samsung, SK Hynix e Micron para chips voltados à inteligência artificial, já tinha encarecido notebooks no Brasil neste ano.

A Corsair, fabricante de memórias para games, já incorporou chips da CXMT a seus módulos DDR5 para driblar a falta de oferta.

No Brasil, o movimento do petróleo é acompanhado de perto pela Petrobras. A petroleira tinha levado o Ibovespa à máxima desde abril na semana passada, em dia de alta do barril.

O que acontece agora

A BP atualiza a estratégia da empresa em dezembro, quando deve detalhar a projeção de queda na dívida líquida. A CXMT, por sua vez, segue sem data exata para o lançamento comercial do chip de nova arquitetura, previsto para até o fim de 2026.