O petróleo subiu cerca de 4% nesta quinta-feira (8), a US$ 104,28 o barril, após ataque dos houthis a um aeroporto saudita e um petroleiro atingido no Golfo Pérsico. A alta turbinou a Petrobras e o Ibovespa, que chegou à maior pontuação desde abril.

O contrato futuro do Brent para dezembro avançou 4,1%, e o WTI para novembro subiu 3,6%, a US$ 91,49. Rebeldes houthis do Iêmen disseram ter atingido o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, com um míssil balístico.

No mesmo dia, um petroleiro foi atingido por múltiplos projéteis no Golfo Pérsico, ao norte do Catar, com vítimas reportadas. Os Estados Unidos também impuseram novas sanções a 17 embarcações usadas para transportar petróleo iraniano.

Um quarto fator pressionou o preço: o furacão Isaías ameaçava o Golfo do México e forçava plataformas a parar a operação, afetando cerca de 25% da produção local dos Estados Unidos.

Como a alta chegou ao mercado brasileiro

A ação PETR4, da Petrobras, subiu 2,12%, a R$ 55,48, no pregão da manhã de quinta. Puxado pela petroleira, o Ibovespa chegou a 204.798 pontos, o maior nível desde abril.

O Brasil exporta petróleo bruto e, ao mesmo tempo, importa diesel — por isso a alta do barril tem dois efeitos opostos no bolso do brasileiro: valoriza a Petrobras na Bolsa e pressiona o custo do diesel importado.

Publicidade

A pressão sobre o diesel não é nova: o Brasil já gasta R$ 6,6 bilhões para conter o preço do combustível, e o repasse ao consumidor nem sempre acompanha o movimento do petróleo no mercado internacional.

O que acontece agora

Trump afirmou manter "discussões produtivas" com o Irã e disse que não vai atacar Teerã antes das eleições de meio de mandato dos EUA, em 3 de novembro. É o mesmo padrão já visto em agosto, quando a tensão Trump-Irã turbinou a Petrobras.