A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça (13) uma operação contra um esquema de tráfico de drogas e armas que, segundo as investigações, contava com policiais militares suspeitos de repassar informações a serviço do Comando Vermelho (CV). Dois homens já foram presos.
Os agentes são suspeitos de repassar informações sobre operações policiais e participar de negociações de armas e munições destinadas à facção. A ação é coordenada pela DRE, com o Gaeco do Ministério Público do Rio e a Corregedoria da PM.

Os agentes cumpriram mandados de prisão expedidos pela 16ª Vara Criminal da Capital; o número total não foi informado. Segundo o g1, dois homens haviam sido presos até a última atualização, entre eles Leonardo Aguiar, apontado como braço armado do Comando Vermelho.
Como o esquema foi descoberto
O esquema veio à tona depois de uma apreensão: em outubro de 2023, policiais civis prenderam em flagrante o então PM Yuri Luiz Desiderati Ribeiro e Marcos Leandro de Oliveira Serra, o Kiko, com mais de 100 kg de cocaína na Avenida Brasil.
A partir dali, os investigadores encontraram indícios de que a dupla integrava uma organização que comprava, transportava e distribuía drogas e armas para o CV. Interceptações telefônicas apontaram conversas entre Kiko e Manoel Cinquine Pereira, o Paulista, apontado como liderança do CV na Penha.
O caso não é isolado: outras operações recentes miraram o mesmo tipo de elo entre policiais e o crime organizado no Rio, sinal de um problema recorrente, não um episódio pontual.
Em agosto, PMs já haviam sido denunciados por vender fuzis à milícia e ao TCP no Rio, mesmo padrão de policiais fornecendo armas a grupos criminosos.
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No mesmo mês, a PCERJ mirou lavagem de R$ 11 milhões do Comando Vermelho em um clube e uma pousada no Rio.
Em setembro, a PF bloqueou R$ 508 milhões ligados a facções em uma operação nacional, mostrando a escala do dinheiro que move esse tipo de esquema.
O ponto em aberto
O caso reacende uma pergunta: quantos PMs do Rio repassam informação a facções agora, e que controle detecta isso antes da prisão em flagrante? A Corregedoria da PM integra a investigação, mas não há número público de quantos casos semelhantes tramitam hoje na corporação.





























