Um ataque com mísseis e drones dos houthis atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, neste sábado (10), matando ao menos 12 pessoas e ferindo mais de 300. O grupo rebelde do Iêmen reivindicou a autoria e atingiu também uma refinaria saudita.
O terminal principal foi evacuado, e companhias aéreas como Lufthansa e Air India suspenderam voos para o país. Segundo os houthis, o ataque marca o fim da trégua com a Arábia Saudita, em resposta a ações militares do governo saudita contra o grupo.
Neste domingo (11), o Brent operava a US$ 105,10 o barril, em alta de 0,4% no dia, após ter disparado mais de 5% no sábado (10), dia do ataque. Nick Twidale, estrategista-chefe da AT Global Markets, avaliou o momento do mercado.
Em períodos mais calmos, manchetes geopolíticas costumam ter impacto desproporcional no mercado.
Estrategistas do Barclays acrescentam outro fator de pressão: o dólar pode romper a faixa dos últimos 15 meses, favorecido pelo desempenho da economia americana e pela fragilidade fiscal da Europa.
A escalada se soma à pressão que já vinha dos houthis desde setembro, quando o grupo bloqueou uma rota saudita no Mar Vermelho e elevou a defasagem do diesel da Petrobras a recorde no Brasil.
O governo brasileiro já havia liberado R$ 3,15 bilhões em subsídio para segurar o preço da gasolina e do diesel diante de altas anteriores do petróleo. O episódio mostra como decisões no Oriente Médio chegam à bomba de combustível no Brasil.
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Dias antes do ataque, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia descartado uma ação contra o Irã e ajudado a acalmar o mercado. Depois do ataque ao aeroporto saudita, porém, o governo americano recusou pedido da Arábia Saudita por ataques preventivos contra os houthis.
O que acontece agora
A bolsa brasileira reabre nesta segunda (12) de olho no petróleo. Ações da Petrobras costumam acompanhar o movimento do Brent, e analistas monitoram se a escalada no Oriente Médio vai se manter.





























