As principais bolsas da Europa e de Nova York fecharam em queda nesta quinta-feira (8), pressionadas pela alta do petróleo depois que a revista The Atlantic revelou que a Casa Branca pediu ao Pentágono opções de ataque ao Irã antes das eleições de novembro.

O noticiário reacendeu o temor de nova escalada na guerra.

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,72%, a 625,69 pontos; o FTSE 100, de Londres, recuou 0,16%; o DAX, de Frankfurt, cedeu 1,18%; e o CAC 40, de Paris, perdeu 0,51%, segundo o Valor Econômico.

Em Nova York, o Dow Jones caía 0,20%, o S&P 500 cedia 0,28% e o Nasdaq recuava 0,46% por volta das 10h35 de Brasília, com o setor de energia como única alta, de 2,01%, segundo o Valor.

O gatilho foi o petróleo. O contrato mais líquido do Brent chegou a subir 5,40% na Europa, superando US$ 105 o barril, maior alta do dia.

A alta também veio com o temor fiscal na França. O juro do Gilt britânico de 30 anos superou 6% nesta quinta, maior nível em 28 anos, segundo o Valor.

Como o Brasil reage à mesma notícia?

No Brasil, o movimento foi o oposto. O Ibovespa fechou em alta de 0,28%, a 204.999 pontos, mesmo dia em que Europa e Nova York recuaram, beneficiado pelas exportadoras de petróleo, segundo o jornal O Tempo.

Publicidade

O dólar fechou em queda de 0,03%, a R$ 5,012, e as ações preferenciais da Petrobras subiram 2,55% com o Brent encerrando a US$ 104,16, alta de 3,92% no dia.

O Joint Maritime Information Center registrou o maior número de ataques a navios-tanque no Estreito de Ormuz em uma única semana desde o início da guerra, segundo o jornal O Tempo.

O mesmo medo que esvazia a bolsa lá fora enche o caixa de quem exporta petróleo daqui.

O que acontece agora

O rumor citado pela The Atlantic teve resposta horas depois. Trump publicou no Truth Social que não vai atacar o Irã antes das eleições de novembro, citando conversas produtivas com Teerã.

Investidores também acompanham a agenda do Fed. O diretor Christopher Waller defendeu mais aumentos de juros nos EUA, mesmo em meio ao embate de Trump com o Fed por taxas mais baixas, mas disse haver flexibilidade sobre o momento do aperto, segundo o Valor.