A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) leva 20 frigoríficos à China International Import Expo (CIIE), em Xangai, de 5 a 10 de novembro. A meta é fechar contratos de carne bovina que somem US$ 1,15 bilhão nos 12 meses seguintes à feira.
O Brasil tem 69 plantas frigoríficas habilitadas a vender carne bovina à China, pertencentes a 32 empresas em 12 estados. A Abiec reúne 47 companhias responsáveis por 98% das exportações bovinas do país.
Na edição de 2025, a feira fechou US$ 48,26 milhões em negócios; a projeção de contratos para os 12 meses seguintes chegou a US$ 1,15 bilhão. A edição de 2026, a 9ª, reúne 4.142 expositores de 162 países em mais de 440 mil m².
"A CIIE acontece em um momento importante para o comércio de carne bovina entre Brasil e China", diz o presidente da Abiec, Roberto Perosa.
Segundo Perosa, a China é o maior parceiro comercial do Brasil, e a Abiec quer ampliar negócios em 2027.
A mobilização ocorre em meio a um ano difícil para o setor. Em 2026, o Brasil esgotou a cota anual de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina que a China aceita com a tarifa normal de 12%.
Desde outubro, o volume acima da cota paga tarifa adicional de 55%, o que eleva a tributação total a 67%. A própria Abiec projeta queda de 10% nas exportações de carne bovina à China neste ano por causa das restrições.
Publicidade
A cota não mirou só o Brasil. A Austrália também recebeu limite próprio.
O Brasil segue como o maior exportador mundial de carne bovina, apesar do limite imposto pela China.
O que acontece agora
Os contratos fechados na CIIE abastecem embarques a partir de janeiro de 2027. É a mesma estratégia da missão que a ApexBrasil liderou em outubro, quando levou um recorde de 156 empresas à feira SIAL, em Paris, mirando US$ 3,5 bilhões em negócios.































