Frigoríficos brasileiros já produzem carne bovina para a cota de exportação à China em 2027, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). A entidade afirma que a cota pode se esgotar em março, sem um mecanismo de distribuição do governo.
A cota brasileira soma 1,106 milhão de toneladas em 2026. Em 2027, sobe para 1,128 milhão de toneladas. Em 2028, chega a 1,151 milhão, segundo a Abiec.
Acima do limite, a tarifa salta para 55% sobre o imposto já cobrado. O ritmo de 2026 levou o Brasil a esgotar a cota do ano e pagar a sobretaxa antes do prazo.
Entre janeiro e junho de 2026, a China importou 794,7 mil toneladas de carne bovina do Brasil, com receita de US$ 4,87 bilhões, segundo a Abiec.
Neste ano, a cota chegou a 50% de consumo em 9 de maio, a 80% em 21 de julho e a 90% em 10 de agosto. Para Roberto Perosa, presidente da Abiec, o alerta sobre o esgotamento da cota de 2027 ficou mais urgente.
Se nada for feito, vai acabar em março.

O que o governo está negociando?
O governo, pelo Ministério da Agricultura e pelo MDIC, negocia com o setor um mecanismo para dividir a cota entre frigoríficos, com limite trimestral de exportação por empresa e bloqueio automático de vendas acima do volume alocado.
Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, diz que o objetivo é evitar problemas nas exportações e manter o fluxo de vendas à China. JBS, Marfrig e Minerva respondem por metade das exportações brasileiras do produto.
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A China já reabilitou três frigoríficos brasileiros neste ano e mantém a tarifa de 55% sobre o excedente da cota, segundo o governo brasileiro.
O que acontece agora
A Abiec e o governo negociam o modelo antes do início de 2027.
Enquanto isso, os frigoríficos seguem produzindo para garantir estoque assim que a nova cota abrir, em janeiro.































