A cantora M.I.A. fez seu único show no Brasil na segunda-feira (2 de novembro), no Cine Joia, em São Paulo. Em determinado momento, jogou o microfone para a plateia, que comentou a política brasileira e cantou o jingle da campanha de Lula.

O show, com ingressos pela Eventim, celebrou os 20 anos do álbum "Arular" e trouxe sucessos como "Paper Planes". M.I.A. subiu ao palco com 45 minutos de atraso.

O que a cantora disse no palco?

No meio do show, M.I.A. jogou o microfone para o público, que falou sobre política brasileira, mandou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "para aquele lugar" e cantou o jingle da campanha de Lula.

Quem for ficar ofendido que vá para o fundo da pista!

avisou a cantora, minutos antes de abrir o show com a faixa "Illygirl".

O jingle cantado pelo público é o mesmo que Lula lançou em julho, inspirado no "Rap do Silva", clássico do funk dos anos 90.

Por que M.I.A. gera polêmica?

A controvérsia mais recente foi em maio de 2026, quando Kid Cudi a demitiu da turnê "Rebel Rangers" após ela ser vaiada em Dallas por comentários sobre ser "republicana" e sobre imigrantes ilegais.

M.I.A. processou Kid Cudi por mais de US$ 2,8 milhões, alegando remoção indevida da turnê. Ela também se opôs a vacinas durante a pandemia e apoiou Trump na campanha presidencial americana de 2024.

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Outro artista também discursou sobre Gaza em show recente: em setembro, Ed Sheeran chamou a situação de "catastrófica" ao abrir um show na Filadélfia.

O show reuniu o mesmo contraste da carreira dela: polêmica política e guinada religiosa recente.

A artista lançou um álbum gospel em abril de 2026.

Outros artistas também limitaram sua passagem pelo Brasil em 2026: Rosalía fez apenas duas apresentações no Rio de Janeiro, pela turnê "Lux".

A carreira de M.I.A. soma quase 25 anos. Ela se projetou com a mixtape "Piracy Funds Terrorism", feita em parceria com o produtor Diplo, nos anos 2000.