A Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de motocicletas, elevou a previsão de produção para 2026: agora são 2,1 milhões de motos esperadas no Polo Industrial de Manaus (PIM), alta de 6% sobre 2025. A estimativa anterior era de 2,07 milhões de unidades.

Segundo o presidente da entidade, Marcos Bento, o crescimento ao longo do ano e o avanço da demanda levaram à revisão. Ele também apontou aumento da procura por modelos de média e alta cilindrada, de maior desempenho, conforto e tecnologia.

Quantas motos o país deve vender e exportar?

A expectativa da Abraciclo é de 2,35 milhões de motos emplacadas no mercado interno em 2026, alta de 6,9% sobre 2025. A projeção anterior era de 2,3 milhões.

Para as exportações, a entidade prevê 48 mil motocicletas embarcadas, avanço de 11,3% sobre o volume do ano passado. A previsão inicial apontava apenas 45 mil unidades, com alta de 4,4%.

Quais motos lideram a produção?

De janeiro a setembro, foram produzidas 1.645.034 motocicletas no PIM, alta de 9,9% sobre o mesmo período de 2025 e o melhor resultado para o intervalo desde 2008, segundo a Abraciclo.

Categorias mais produzidas no PIM, acumulado de jan. a set. de 2026 — Abraciclo, conferido em 14/10/2026
CategoriaUnidadesParticipação
Street842.15051,2%
Trail328.63620%
Motoneta214.20013%

Em setembro, a produção foi de 186.758 unidades, a melhor marca para o mês desde 2011, com alta de 10,4% na comparação anual. Entre as categorias de menor volume, destacaram-se as altas de Naked (34,4%), Sport (37%) e Super Sport (84,5%) ante setembro de 2025.

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O avanço acontece em meio à disputa crescente de marcas chinesas e indianas, que já somam 11% do mercado de motos, e à chegada de modelos de maior cilindrada produzidos no polo, como a Yamaha Tracer 7 2027, lançada por R$ 59.990.

O Polo Industrial de Manaus já havia registrado R$ 99,6 bilhões em faturamento nos cinco primeiros meses de 2026, somando todos os setores instalados ali.