Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliaram, em reunião na terça-feira (13), que uma virada no 2º turno depende de melhora nas pesquisas até sexta-feira (16), apurou o Estadão/Broadcast. O encontro reuniu Edinho Silva e lideranças de partidos aliados.
Edinho apresentou pesquisas internas do partido, os chamados "trackings", que não são oficiais e por isso não podem ser divulgadas. Elas mostram diferença de cerca de 2 pontos percentuais entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) nos votos válidos.
O clima foi mais ameno do que na semana anterior, quando Edinho cobrou mudanças na comunicação da campanha. As mobilizações pelo país desde então injetaram ânimo nos aliados do presidente.
O que as pesquisas públicas mostram
A pesquisa PoderData/AYA divulgada na terça (13) mostrou queda de 4 pontos na distância entre os candidatos em uma semana. Flávio caiu de 53% para 51%, e Lula subiu de 47% para 49% dos votos válidos.
"Com a faca nos dentes": foi assim que o senador Renan Filho (MDB), presente ao encontro, descreveu como os aliados de Lula chegarão à semana final se a aproximação nas pesquisas se confirmar.
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Dois institutos diferentes divulgam novas pesquisas até esta quinta (15), antes da reta final da campanha. São esses levantamentos que os aliados de Lula citam como decisivos para saber se o movimento é real ou pontual.
Por que a virada seria inédita
No 1º turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%. O senador terminou em 1º lugar; o presidente, em 2º.
Desde a redemocratização, o Brasil teve 2º turno presidencial em 1989, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. Em nenhum desses pleitos o candidato em 2º lugar no 1º turno venceu o 2º turno, como a TV Sim Brasil já mostrou.
O caso mais próximo foi o do próprio Lula, em 1989: ele estava 13,3 pontos atrás de Collor no 1º turno e cresceu quase 30 pontos até o 2º turno. Mesmo assim, perdeu por 6 pontos.
Em 2022, foi diferente: quem já vinha na frente, o próprio Lula contra Bolsonaro, manteve a vantagem até o fim.
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A aproximação desta semana ocorre dias depois de Lula prometer "mais rua e mais selfie" após críticas internas e de ele admitir que fez a campanha mais desorganizada desde 1989.
O ponto em aberto
A pesquisa pública mais recente ainda mostra Flávio numericamente à frente, dentro da margem de erro. A pergunta que resta é se os novos institutos desta semana vão confirmar o mesmo movimento visto no PoderData e nos trackings internos do PT.
Ou se o resultado de terça foi um ponto fora da curva.





























