O Túnel do Anhangabaú, no centro de São Paulo, voltou a alagar nesta quarta-feira (14), com carros e um ônibus boiando e passageiros ilhados. O Corpo de Bombeiros confirmou quatro vítimas resgatadas no local, após chuva forte que levou a cidade a estado de atenção.

Vídeos gravados por motoristas mostram carros empilhados uns contra os outros pela força da água, com pessoas se pendurando para fora dos veículos. A água também invadiu o Terminal Bandeira e a escadaria da estação Trianon-Masp, na Avenida Paulista.

Por que o alagamento se repete?

A cena lembra o que a cidade viveu em 1º de março de 1999, quando cerca de 160 veículos ficaram submersos no mesmo túnel, entre eles três ônibus.

Segundo relato de testemunha à época, a água subiu em menos de cinco minutos, e 40 bombeiros e 30 policiais militares atuaram no resgate.

Aquele episódio quase provocou mortes por afogamento, segundo reportagens da época, e levou ao protocolo que previa o fechamento preventivo da via em caso de chuva forte.

Passados 27 anos, reportagens apuram se houve falha no sistema de bombas de drenagem do túnel e se um alerta preventivo poderia ter sido acionado a tempo, a partir do radar meteorológico que já indicava o temporal chegando.

A Prefeitura, pelo CGE, registrou ao menos 9 pontos de alagamento na cidade nesta quarta. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio de veículos à tarde por causa do temporal.

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O que ainda está em aberto

Passadas quase três décadas do episódio de 1999, o mesmo túnel voltou a alagar de forma parecida, e não está confirmado se o protocolo de fechamento preventivo foi seguido desta vez. A apuração sobre o estado das bombas de drenagem segue em curso.

É a segunda vez em menos de uma semana que São Paulo entra em estado de atenção para alagamentos: a cidade já tinha vivido o mesmo alerta no último domingo (11).

O temporal de hoje aconteceu na mesma semana em que seis estados do país entraram em alerta para temporais e ventos de até 100 km/h.