O governo brasileiro fechou com as chinesas Huawei e iFlytek a construção de um supercomputador de inteligência artificial no Rio de Janeiro, com investimento de R$ 1,3 bilhão. O projeto é a metade chinesa do plano de R$ 2,3 bilhões que Lula anunciou nesta semana, dividido entre EUA e China.
O projeto será executado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), com R$ 1,276 bilhão ao longo de cinco anos. A operação deve começar em julho de 2027.
A ideia é desenvolver um modelo de linguagem em grande escala (LLM) e outros modelos de inteligência artificial em português, mais adaptados aos dados e às necessidades do país.
O plano inclui ainda uma parceria com o ecossistema de inovação de Barcelona, na Espanha, para o desenvolvimento de chips com arquitetura aberta RISC-V, que reduz a dependência de tecnologia proprietária.
Ao todo, 3.000 profissionais brasileiros devem passar por formação dentro do programa, ao longo dos cinco anos.
A outra metade do plano, com a americana Nvidia
A outra frente já tinha sido anunciada. É um supercomputador em Macaíba (RN), com fornecedora esperada americana, a Nvidia, e meta de entrar entre as dez máquinas mais potentes do mundo.
"Pois a gente quer dizer ao mundo que nem chinês, nem americano é melhor do que nós. Vamos entrar nesse mercado", disse Lula, ao anunciar o plano em Macaíba, na quinta-feira (20).
Segundo o governo, os Estados Unidos controlam cerca de 65% do desenvolvimento global de inteligência artificial, e a China fica entre 15% e 20%. O Brasil hoje depende de processamento estrangeiro em cerca de 60% dos casos.
A estratégia, segundo o texto do plano, é não depender de uma única empresa, tecnologia ou país.
A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, destacou que o ecossistema de parceiros do programa reúne países como China, Índia e Estados Unidos.
A TV Sim já mostrou como funciona o edital do supercomputador de Macaíba. As duas máquinas formam o núcleo do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial.


























