O PSDB não elegeu nenhum deputado federal por Goiás nas eleições de domingo (4), encerrando mais de três décadas de presença tucana na bancada do estado na Câmara. Em Minas Gerais, o partido ficou com só 1 cadeira, e o MDB também elegeu apenas 1.
É a primeira vez desde 1994 que o PSDB fica sem nenhum representante de Goiás no Congresso, já que também não elegeu senador. O candidato da legenda, Ernesto Roller, teve 28.927 votos e ficou em nono lugar, segundo o Metrópoles.
O partido conquistou sua primeira cadeira federal pelo estado em 1994 e chegou a eleger 6 deputados em 2006, seu melhor resultado. Em 2018 e 2022, elegeu só 1 deputado em cada pleito. Agora, nenhum.

O encolhimento também atinge Minas Gerais?
Sim, e também o MDB. Os dois partidos elegeram apenas 1 deputado federal cada em Minas: Newton Cardoso Jr. (MDB), com 93.759 votos, e Paulo Abi-Ackel (PSDB), com 68.795, segundo o Estado de Minas.
É a menor representação recente de duas siglas que já dominaram a política mineira. O MDB tinha 6 deputados federais por MG em 2014, a terceira maior bancada do estado; caiu para 4 em 2018 e 2 em 2022.
O PSDB, que até 2014 tinha a segunda maior bancada mineira em Brasília, já havia caído para 2 deputados em 2022. Na Assembleia Legislativa de MG, o MDB ficou zerado, sem nenhum deputado estadual eleito.
Quem ocupou o espaço que sobrou?
A polarização nacional. Somente em Minas, o PL elegeu sozinho 21 deputados federais, puxado pelos mais de 3 milhões de votos de Nikolas Ferreira, novamente o mais votado do país.
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A federação PT-PV-PCdoB elegeu 13 deputados pelo estado, e a União Brasil-PP, 6. Somadas, as três forças concentram 40 das 53 vagas mineiras na Câmara — o espaço que sobrou do centro encolhido.
O ponto em aberto
Em Goiás, PSDB e MDB chegaram a lançar candidatura própria ao governo do estado nesta eleição, e em Minas o partido buscou até atrair Aécio Neves de volta ao Senado para tentar reverter a queda.
Nenhuma das duas estratégias impediu o resultado de domingo. A pergunta que fica para 2030 é se partidos historicamente de centro ainda têm caminho de volta num Congresso cada vez mais dividido entre dois polos.





























