A Claro Brasil protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de oferta pública para comprar as ações da Desktop que ainda estão em circulação, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (5). O objetivo é tirar a provedora de internet do Novo Mercado da B3.
Na semana anterior, a Claro já havia concluído a compra do controle da Desktop, com 72,83% das ações, por R$ 1,75 bilhão. A Anatel havia aprovado o negócio em maio.
A oferta aos minoritários foi registrada a R$ 19,13 por ação, valor corrigido pela Selic. É menos do que os R$ 20,63 pagos aos antigos controladores.
Pela regra da oferta, os minoritários, incluindo administradores da Desktop, podem vender a totalidade de suas ações ordinárias nos mesmos termos.
O pedido também serve para converter o registro da Desktop da categoria "A" para a "B" e tirar a empresa do Novo Mercado, segmento que exige regras mais rígidas de governança na B3.
Não é a única operadora de telecom buscando sair da Bolsa. A controladora da Unifique, outra provedora regional, também propôs recentemente uma OPA para fechar capital.
O rito é parecido com o de outras companhias que passaram por mudança de controle recentemente, caso da Braskem, que também teve de lançar OPA aos minoritários.
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A compra amplia o alcance da Claro em banda larga fixa, incorporando a base de clientes e a infraestrutura de rede da Desktop. A empresa ainda não decidiu se vai incorporar ou fundir as operações.
O que acontece agora
A Desktop atua no mercado de banda larga fixa regional. O processo de fechamento de capital segue as regras da Resolução CVM 44, e a Claro afirma que manterá acionistas e mercado informados sobre os próximos passos.
A Claro pode desistir do fechamento de capital se quiser.





























