Uma atração da Disney em Orlando, na Flórida, dividiu opiniões nas redes sociais por usar inteligência artificial (IA) para transformar visitantes em fantasmas ou estátuas. O recurso está disponível na Mansão Mal-Assombrada, do Magic Kingdom, para quem compra o serviço de fotos PhotoPass.

Pelo aplicativo do parque, o visitante faz um teste que usa IA para alterar sua própria fisionomia, gerando uma imagem dele como espírito ou estátua da atração. Nas redes, a divisão de opiniões apareceu já nos primeiros comentários sobre o recurso.

Fachada da atração Haunted Mansion no Magic Kingdom, em Orlando
Foto: fortherock/flickr via Openverse (BY-SA)

Por que o recurso foi criticado?

Parte dos usuários da rede X criticou o uso da IA por considerar que ele desvaloriza o trabalho de artistas, desenhistas e atores. "Preferiria muito mais que alguém desenhasse a imagem. Isso está literalmente desmerecendo a arte", escreveu um internauta.

Outro usuário questionou: "Podemos parar de usar produtos de baixa qualidade em lugares em que os artistas deveriam ser celebrados?"

O argumento central dos críticos é que a própria Disney foi construída sobre o trabalho de artesãos e visionários, e não deveria recorrer a IA "barata e sem originalidade" numa atração própria.

Do outro lado, defensores do recurso dizem que ele é apenas um efeito lúdico, sem pretensão de substituir arte profissional.

"Não gosto quando a IA generativa é usada de forma preguiçosa ou apresentada como real, mas isso obviamente não é real. Parece divertido, como um filtro do Snapchat", escreveu um usuário favorável ao recurso.

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A Disney já enfrentava outras críticas?

Sim. A polêmica da IA ocorre semanas depois de a Disney já ter sido criticada por aumentos nos preços de ingressos e hotéis credenciados nos parques.

A empresa também vive um momento de cortes internos: o presidente da Disney chamou as demissões recentes na companhia de "extremamente dolorosas", em declaração publicada nesta semana.

O debate sobre IA "substituindo" trabalho humano também já apareceu em outras frentes: o fundador da Wikipédia, Jimmy Wales, defendeu o conteúdo feito por humanos em meio ao avanço de ferramentas generativas.