A Blue Origin, empresa espacial de Jeff Bezos, apresentou a Power Tower, um sistema de painéis solares de 20 metros de altura projetado para abastecer a próxima base lunar da Nasa no polo sul da Lua. O equipamento fornece mais de 10 quilowatts de energia.
Segundo a empresa, a torre é "implantada verticalmente" e soma 26 metros de altura total quando os painéis se estendem a partir da estrutura-base. O sistema é montado no convés superior do módulo lunar Blue Moon MK1.
A Blue Origin divulgou uma animação mostrando o equipamento pousando na Lua e sendo implantado na superfície. O projeto mira os chamados "picos de luz eterna", áreas nos polos lunares com sol quase contínuo, mas baixo no horizonte.
Como a tecnologia chegou até aqui
A arquitetura da torre é modular, pensada para estender energia a outros equipamentos da base no futuro, além do próprio módulo lunar. Um teste real de implantação foi feito em solo, na Terra, em 22 de julho de 2026.
A tecnologia evoluiu de um sistema batizado LAMPS (Lunar Array Mast and Power System), desenvolvido pela Honeybee Robotics, subsidiária da Blue Origin, e testado no Johnson Space Center da Nasa, em Houston, ainda em 2024.
A corrida pela infraestrutura lunar tem outros capítulos recentes: a Nasa já enfrenta atraso na própria missão lunar por falha no motor da Starship, da rival SpaceX, e a agência fotografou recentemente uma cratera deixada por um foguete Falcon 9 na superfície.
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O que acontece agora
O cronograma da Nasa para a base lunar estima funcionamento só a partir de 2032. O projeto está em sua primeira fase, com previsão de durar até 2029, e a Power Tower é uma das peças que a Blue Origin testa antes da data.
A competição privada pela Lua já é tratada por analistas como uma nova corrida espacial bilionária, com Blue Origin e SpaceX disputando contratos e protagonismo nas próximas missões da Nasa.





























