Rita Zambelli (PL) não se elegeu deputada federal por São Paulo no primeiro turno, neste domingo (4). Ela teve 22.720 votos, equivalentes a 0,10% do total, segundo o TSE. É mãe da ex-deputada Carla Zambelli, condenada pelo STF e foragida na Itália.

O irmão dela, Bruno Zambelli (PL), teve resultado oposto. Ele foi reeleito deputado estadual por São Paulo, com 82.496 votos.

Rita havia sido lançada candidata no lugar da filha, segundo o Metrópoles, depois da fuga de Carla por causa das condenações no Brasil. Não é caso isolado. O TRE-RJ liberou a candidatura de uma candidata que também é familiar de um foragido em outro estado.

Carla Zambelli foi condenada pela 1ª Turma do STF por invadir o sistema do CNJ e emitir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, entre 2022 e 2023.

A pena fixada foi de 10 anos de prisão em regime fechado, além de multa de 2.000 salários mínimos e perda do mandato de deputada federal.

Ela também foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por apontar uma arma de fogo para o jornalista Luan Araújo, em São Paulo.

Em 21 de setembro, a defesa de Zambelli pediu ao STF um salvo-conduto para que ela retornasse ao Brasil durante o 1º turno e votasse na mãe.

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O pedido previa chegada ao Brasil em 3 de outubro, voto no dia seguinte e retorno imediato à Itália. A defesa argumentou que a Justiça italiana já havia negado a extradição de Zambelli, questionando a imparcialidade da 1ª Turma do STF.

A defesa também pediu suspensão das condenações até o julgamento de uma ação que apura a troca de mensagens entre o empresário Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Não foi possível confirmar se o STF decidiu o pedido antes da votação. Segundo o Poder360, Zambelli seguia na Itália em 5 de outubro, um dia após o primeiro turno.

A ausência de Zambelli reforça o contraste entre o apoio simbólico à família e o distanciamento físico da disputa.

O que acontece agora

O processo de extradição de Zambelli segue em aberto na Justiça italiana. Ela responde às condenações brasileiras à distância, sem confirmação pública sobre o pedido de salvo-conduto para votar.

Já Bruno Zambelli, reeleito, segue na Assembleia Legislativa de São Paulo.