O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta segunda-feira (5) que vai acompanhar de perto o segundo turno no Brasil, entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). "Vamos ver como isso se desenrola", declarou.

"Vai para o segundo turno. Acho que todos esperavam isso. Vamos ver como isso se desenrola", respondeu Rubio a um jornalista. A fala ocorreu em coletiva na base aérea Andrews, próxima de Washington, antes de ele embarcar para compromissos internacionais.

Descendente de imigrantes cubanos, Rubio é um dos nomes mais envolvidos na política dos EUA para a América Latina sob o governo de Donald Trump.

Ele já fez ao menos cinco viagens à região neste ano e lidera o "Escudo das Américas", coalizão para combater o narcotráfico com países alinhados a Trump.

Retrato oficial de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, de terno escuro e gravata azul
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, em retrato oficial do Departamento de Estado americano. Foto: U.S. Department of State/Wikimedia Commons (domínio público)

Por que a declaração de Rubio preocupa o governo brasileiro?

Lula já havia dito estar "um pouco preocupado" com a atuação de Rubio e com uma possível interferência dele nas eleições, segundo a Metrópoles.

O presidente chegou a pedir ao TSE que investigasse a suspensão dos consulados dos Estados Unidos no Brasil, ocorrida na última sexta-feira (2).

Em agosto, Lula havia chamado Rubio de "bolsonarista". Em reunião de gabinete, Rubio defendeu o avanço de governos alinhados a Trump na região.

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"Pela primeira vez em 15 a 20 anos, a esmagadora maioria dos países no Hemisfério Ocidental agora é liderada por líderes pró-americanos e governos pró-americanos. É uma conquista extraordinária", disse Rubio.

A fala de Rubio sobre o 2º turno brasileiro ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal informou que apura denúncias de interferência estrangeira no processo eleitoral, segundo o diretor-geral da corporação.

O que acontece agora

O segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula ainda não tem data de debates ou atos de campanha definidos publicamente. Rubio não detalhou se os Estados Unidos pretendem se manifestar sobre o resultado antes da votação final.