O dólar recuou mais de 4% nesta segunda-feira (5) e voltou a ficar abaixo de R$ 5. O movimento veio após o resultado do 1º turno, no domingo (4), mostrar Flávio Bolsonaro (PL) na frente de Lula (PT), por 47,03% a 45,16% dos votos.
Por volta das 9h20, a moeda caiu 4,59%, a R$ 4,975, menor valor desde abril. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,973.
Parte dos investidores avalia que uma eventual alternância de poder poderia resultar em condução fiscal mais sólida. Isso reduziria a percepção de risco sobre ativos brasileiros. O efeito tende a aliviar a pressão sobre os juros.
O BTG Pactual projeta que, se Flávio Bolsonaro vencer o 2º turno, as ações brasileiras poderiam voltar à média histórica dos últimos dez anos, com potencial de alta de 11% a 20%.
O apetite por risco já antecipa um cenário de mudança, mesmo antes de o 2º turno ser decidido.
A reação confirma, em parte, o que bancos já previam. O JPMorgan projetava o dólar a R$ 4,90 em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, valor próximo do que o mercado praticou nesta segunda.
Mesmo com a alta que levou o dólar a R$ 5,22 em setembro, a moeda ainda acumulava queda de 4,78% no ano. A disparada recente também tinha a eleição como pano de fundo.
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A Bolsa também vinha de recorde. O Ibovespa fechou a sexta (2) em alta, aos 192.114 pontos, maior patamar desde abril, na véspera da votação.
O ponto em aberto
O mercado já precificou boa parte de um cenário de mudança de governo, com a queda do dólar e a alta projetada para as ações. O resultado de 25 de outubro, no 2º turno, vai confirmar se a aposta se sustenta.
O 2º turno será decidido em 25 de outubro.





























