O Brasil elegeu neste domingo (4) o maior número de mulheres para o Senado desde a redemocratização: 12 senadoras, entre as 27 vagas em disputa. A Câmara dos Deputados também bateu recorde, com 109 mulheres eleitas, ante 91 em 2022.
Os dados são da Agência Senado e da Agência Câmara, os órgãos de comunicação oficiais das duas Casas. O recorde anterior de senadoras eleitas em um único pleito era de 8, em 2002.
O Distrito Federal elegeu duas mulheres na mesma eleição, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro. O Amapá elegeu sua primeira senadora da história, Rayssa Furlan. O Piauí segue sendo o único estado que nunca elegeu uma mulher para o Senado.

Quem é a mulher mais votada da história da Câmara?
É a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), reeleita neste domingo com cerca de 1,596 milhão de votos, segundo a CNN Brasil. A marca supera o recorde anterior, de Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos em 2018.
Antes da eleição, a Câmara tinha a pior relação entre eleitorado feminino e representação do país: mulheres ocupavam só 17,2% das cadeiras, mesmo somando 52,8% do eleitorado brasileiro. Com o resultado de domingo, a bancada sobe para pouco mais de 21% das 513 cadeiras.
Os números mostram avanço real, mas também a distância que falta: mesmo no recorde, mulheres ainda são minoria tanto na Câmara quanto no Senado, onde ocupam 18 das 81 cadeiras a partir de 2027.
O que acontece agora
As deputadas e senadoras eleitas tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, início da nova composição do Senado. Até lá, os nomes ainda podem ser oficializados ou alterados por decisões do TSE sobre recursos eleitorais em curso.





























