A Sabesp fechou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 1,1 bilhão, queda de 13,8% em um ano. A empresa atribui o recuo ao aumento das despesas com juros da dívida e à alta base de comparação de 2025.

O resultado foi afetado pelo crescimento de R$ 6,3 bilhões nas despesas com juros, usadas para financiar o programa de investimentos, e por um ganho não recorrente de R$ 1,5 bilhão com precatórios no 3º trimestre de 2025.

O Ebitda ajustado somou R$ 3,65 bilhões, também com queda de 13,8% na comparação anual. Já a receita líquida ajustada cresceu 9% no período, para R$ 5,96 bilhões.

A alta da receita veio do reajuste tarifário e do aumento de clientes com a universalização dos serviços, mas foi parcialmente prejudicada pelo volume maior de chuvas no período, que reduziu o consumo de água.

O diretor financeiro da Sabesp, Daniel Szlak, explicou o efeito:

"Quando chove mais, as pessoas consomem menos água, mas a gente tem o benefício de estar com os reservatórios muito mais carregados do que há um ano atrás, o que ajuda a ter uma tranquilidade no abastecimento", disse Szlak.

O que muda para os investimentos da Sabesp?

De julho a setembro, a Sabesp investiu R$ 4,53 bilhões, alta de 13,8% em um ano, em linha com as metas de universalização dos serviços. A alavancagem da empresa (dívida líquida sobre Ebitda) subiu para 2,7 vezes, ante 2,5 vezes no trimestre anterior.

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Parte do balanço já exclui a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), incorporada à Sabesp na semana anterior ao resultado.

A empresa também vem ajustando a operação em meio às chuvas: em agosto, a redução noturna da pressão de água na Grande São Paulo caiu de 10 para 8 horas.

O que acontece agora

Segundo Szlak, eventual impacto do regime de chuvas nas obras contra a escassez hídrica deve ser pontual, e o calendário de investimentos segue mantido. A expectativa da companhia é de queda na alavancagem a partir de 2028.