O petróleo fechou em alta na quinta-feira (5 de novembro), corrigindo parte do tombo dos últimos três pregões, após a vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos EUA. O Brent foi a US$ 90,52 o barril, e o WTI, a US$ 98,29.

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou que dois petroleiros pegaram fogo e tiveram a rota interrompida no Estreito de Ormuz na madrugada de quinta. Analistas do banco ING dizem que o desenrolar do conflito segue "altamente incerto".

Para a gestora BOK Financial, a liquidação de quarta-feira foi provavelmente excessiva. Com o Congresso dos EUA sob controle democrata, o financiamento à guerra pode ser desafiado. Isso reduz o poder de barganha do Irã, com mais petróleo fluindo do Oriente Médio.

O que isso significa para o Brasil?

O reflexo mais concreto chega pela Petrobras. As ações caíram 4,83% (PETR3, a R$ 55,03) e 4,38% (PETR4, a R$ 48,49) na quarta-feira, acompanhando a queda do petróleo por três sessões seguidas.

Isso significa que o diesel brasileiro ainda não repassou toda a alta do petróleo no mercado internacional, e a pressão por reajuste cresce a cada dia sem decisão.

No mercado de combustíveis, a defasagem do diesel nas refinarias da Petrobras já havia quase batido o teto do subsídio em outubro e agora soma R$ 3,53 por litro, acima da subvenção de R$ 3,52, segundo a Abicom.

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O preço não é reajustado há 145 dias, embora tenha subido cerca de 70% no ano. A Petrobras bate recorde vendendo diesel mais barato.

O que acontece agora

O próximo capítulo está na própria Petrobras. Em resposta a um ofício da CVM, a estatal informou que a reunião do conselho de administração de 26 de outubro discutiu a estratégia comercial de combustíveis, mas não houve decisão sobre reajuste de preços.

A empresa reafirma que mantém preços competitivos em equilíbrio com o mercado internacional, sem repassar diretamente ao consumidor a volatilidade do petróleo e do câmbio. No mercado internacional, o foco agora é a saída negociada no Oriente Médio.